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  Sônia Mesquita
Sigam o Intelecto, não a Mente

Discurso de Sathya Sai Baba
Data: 25/05/93 - Ocasião: Cursos de Cultura Indiana e Espiritualidade - Local: Brindavan

Ó homem tolo, por que buscas Deus no exterior como o ignorante almiscareiro?
Como a fragrância está no interior da flor, se olhares em teu interior verás que Deus está bem
dentro de ti.
Poema

Manifestações do Amor Divino! O mesmo homem desempenha vários papéis na família e na sociedade: o papel de esposo, de pai, de filho, de patrão ou de empregado, de acordo com seus relacionamentos físicos, atitudes mentais, inclinações e outras circunstâncias.

Assim, sente imenso amor pela filha, mas não pela nora. Não tem pelo genro a mesma afeição que tem pelo filho. Não se apega à mãe da mesma forma que à esposa. E qual a razão de tais diferenças baseadas em relacionamentos físicos transitórios, dando origem a uma série de atrações e aversões, simpatias e antipatias, tristezas e alegrias?

A mente do homem está sujeita a cinco tipos de distorções ou complexos:

1. Complexo da Ignorância
Devido a concepções limitantes e estreitas tais como os pensamentos: “eu sou este corpo”, “eu sou uma alma individual separada” e “eu sou separado e diferente de Deus”, o homem se torna vítima de diversas aflições. Este complexo da ignorância avilta a condição humana e acarreta uma série de tristezas.

2. Complexo do Apego
A mente é a morada de muitos desejos, angústias, simpatias, antipatias, apegos e aversões. Mas apesar de saber que ela é a causa do apego à existência migratória, o ciclo de nascimentos e mortes denominado samsara acompanhado de seu séqüito de misérias, o homem é incapaz de se desapegar dela e de controlar seus caprichos, a fim de escapar da dor e do sofrimento. A isto se denomina o “complexo do apego”.

3. Complexo da Oscilação
O mundo está cheio dos mais variados objetos sensoriais. Isto leva as pessoas de mente fraca a vaguearem de um objeto a outro, sem perceberem que estes acabarão por transformar-se em venenos que os privarão de todo senso de discernimento e equilíbrio. Em conseqüência disso o homem mergulha em sofrimentos intermináveis através de suas existências. Este complexo da oscilação é ocasionado por falta de firmeza mental.

4. Complexo da Ambição
Sob a ilusão de que o objetivo da vida é adquirir ouro, riqueza, carros, mansões e outras coisas do gênero, o homem trabalha incessantemente de manhã à noite, com o intuito de obter e acumular posses que ultrapassam suas necessidades. Nesse processo negligência, inclusive, a alimentação e o sono, pondo assim em risco a própria saúde. Apesar de saber que tais posses são temporárias, ainda assim o homem polui a mente com sua excessiva cobiça, tornando-se vítima de incontáveis dores e sofrimentos. Isto se denomina “complexo da ambição”.

5. Complexo do Ódio
Visando suas próprias finalidades egoístas, o homem envereda por um labirinto de intermináveis desejos de diversos tipos. Quando estes não se realizam, ele, irracionalmente põe a culpa em outras pessoas ou no próprio Deus, desenvolvendo ódio contra ambos.

Todos esses complexos não passam de aberrações mentais que prejudicam o próprio homem. Ao tornar-se vítima delas ele esquece sua verdadeira natureza Átmica e torna-se alvo de sofrimentos e misérias. Neste mundo são raras as pessoas que sentem permanente bem-aventurança. A grande maioria oscila entre a alegria e a tristeza. Algumas estão sempre tristes e deprimidas, sem jamais ter experimentado a bem-aventurança, ainda que uma única vez! Existem outras ainda que não se importam com nada e levam uma vida mecânica, à semelhança dos animais.

Qual é a razão desse estado de coisas?

Não é culpa da Natureza, mas das diversas maneiras pelas quais o homem se deixa influenciar pela própria mente.

De acordo com sua predisposição mental, os seres humanos podem ser classificados nas quatro categorias seguintes:

A) HOMEM DIVINO
“ Brahman Nishta Ratho Devah” - é o que se diz. Isto significa que a pessoa Divina é aquela que desfruta da comunhão com o Absoluto e está sempre imersa n’Ele, dedicando-Lhe todas as suas ações e considerando alegremente todas as coisas como manifestações de Deus. Ela encontra plenitude em sua vida.

B) HOMEM HUMANO
“ Sathya Dharma Ratho Marthyaha” - significa que este homem se compraz na verdade e na retidão, tendo fé na declaração das Escrituras: “Falem a verdade e pratiquem a retidão”. Ele conduz sua vida segundo os princípios gêmeos da verdade e da retidão e considera o dever e a responsabilidade mais importantes que direitos ou privilégios. Possui virtudes como a bondade, a compaixão, a generosidade, a caridade e a tolerância. Em suma, o homem humano leva a vida pacífica de um chefe de família.

C) HOMEM DEMONÍACO
“Madhyapana Ratho Danavaha” - um demônio é aquele que se compraz em tomar bebidas alcoólicas e passa o tempo em atividades tamásicas, ou seja, comendo, bebendo, dormindo, etc. Preocupa-se apenas com seus próprios interesses e prazeres egoístas e jamais com a felicidade alheia. A bondade e a compaixão não existem para ele, que não apresenta um único vestígio de discernimento e de equilíbrio. Sua natureza consiste em menosprezar, maltratar e ferir o próximo. E, o que é pior, a simples visão de homens santos e elevados lhe desperta sentimentos de inveja e de ódio. Uma pessoa com a mente cheia de tais pensamentos e sentimentos malignos é considerada um homem demoníaco.

D) HOMEM ANIMALESCO
Esse tipo de homem desperdiça a vida buscando desde o seu nascimento até a morte, unicamente prazeres sensórios. Nesse sentido, ele é pior que os animais, pois estes, pelo menos, são governados pelo instinto, ao passo que não existe justificativa de espécie alguma para o homem embrutecido que não exerce nenhum controle sobre suas crescentes qualidades maléficas.

A mente é a origem de todas essas perversidades e complexos. Porém, se ela for devidamente compreendida, disciplinada e usada para eliminar as más qualidades provenientes do egoísmo, conduzirá a uma vida significativa e profícua, pois é basicamente devido a pensamentos egoístas que o homem fracassa em alcançar o objetivo da vida humana.

Antes de tudo, deve-se ter fé inabalável na Divindade inerente do homem e perceber, de um lado, o mundo da manifestação, que atrai a atenção do corpo e dos sentidos seduzindo a mente, e do outro, a Divindade imanifesta, que é o substrato do universo manifesto. Ambos são aspectos do Princípio Divino possuidor de existência, consciência e bem-aventurança.


Fonte: Publicação em Português: Divinas Mensagens - Vol. 1 - 12/2000
Publicação Original: Sanathana Sarathi - Vol. 36 - Número 10 - 10/1993








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