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  Eugênio Mussak
Liberdade e liberdade

É possível que o sentimento de liberdade seja um dos mais difíceis de explicar, apesar de ser fácil de entender. Trata-se, sem dúvida, de um grande desafio para os que gostam de definições, até porque a liberdade é relativa, depende de cada um, de como a sente, a interpreta e, principalmente, como a pratica.

O que não podemos negar é sua importância. É, sem dúvida, o principal dos valores humanos, acompanhado pela justiça, sendo que esta existe, principalmente, para garantir aquela. Erich Fromm dividia a liberdade em dois tipos: “liberdade de” e “liberdade para”. A “liberdade de” prega o desapego, a ausência de amarras. A “liberdade para” olha em direção ao futuro, está conectada aos sonhos, às realizações. Em geral os dois tipos de liberdade estão associados, mas não necessariamente. Eu posso dizer, por exemplo, que estou “livre de” trabalhar com horários e prazos a cumprir, por isso estou “livre para” viajar pelo mundo ou para pensar em novos projetos. Neste caso, o “de” permite que o “para” exista. Só que nem sempre é assim. Às vezes, ao querermos a “liberdade de” perdemos a “liberdade para”.

O casamento, a relação a dois, é um bom exemplo disso. Tenho experiência nesse assunto, pois durante muito tempo em minha vida, eu preferi não ter vínculos, manter-me sem compromissos sérios, com relações apenas eventuais, avulsas, passageiras. Eu dizia que queria “sentir-me livre”. Livre? Será essa a melhor estratégia para alcançar a liberdade? Pode ser, mas apenas a “liberdade de”. Não manter uma relação fixa, não ter que dar satisfações, não assumir responsabilidades equivale a não estar apegado a nada, a ninguém. É estar livre de amarras. Mas e a “liberdade para”, que, no fundo, é a mais importante?

Só depois que o destino piscou-me o olho direito e colocou em minha vida uma companheira é que eu percebi que a “liberdade para” é muito mais significativa que a “liberdade de”, pois é ela que me permite escolher os caminhos, criar as possibilidades, viver a vida com intensidade. Só quem tem uma boa relação tem a liberdade verdadeira. Como homem, eu digo: nada como uma companheira, para compartilhar a vida. Dá alegria, segurança, vontade. Aliás, companheiro vem de “comer do mesmo pão”. Companheira é a mulher que compartilha o pão. Que se alimenta dele, o aprecia e não reclama se ele está duro, pois ela ajudou a prepará-lo.

Companheiros nem sempre concordam, mas respeitam a opinião do outro, dialogam e adoram o consenso que vem do diálogo. Companheira é a mulher daquele homem que dispensa os programas em que não possa incluí-la. Que sempre tem assunto. Que é cúmplice nas pequenas transgressões. Que não é perfeita porque a perfeição é chata, mas tem compromisso com o aprimoramento da relação.
Companheira é a mulher que confere valor à liberdade. Aliás, a liberdade é uma coisa tão boa, mas tão boa, que seria um desperdício vivê-la sozinho. Pessoalmente, tenho necessidade de compartilhar a liberdade com quem me libertou das amarras da solidão e me mostrou o caminho alegre da liberdade a dois. Viva a liberdade!

Eugenio Mussak - Educador, professor, conferencista, consultor e associado da ARN.
Site: www.sapiensapiens.com.br







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