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  Homero Santos
O Tao e as mazelas da civilização

Nestes tempos atuais, de grande complexidade nas relações do ser humano com o mundo circundante, a simplicidade sugestiva e sintética do Tao pode nos ajudar a compreender melhor nossa natureza essencial e nossas relações com a própria Natureza, que foram perdidas na sua espontaneidade ao longo do processo civilizatório que agora meio que agoniza, clamando por uma urgente reinvenção.

Na tradição chinesa, o Tao, ou o “Caminho”, é o padrão natural que subjaz a toda mudança e à diversidade do universo – o modo como a energia vital, Chi (ou Qui), é incessantemente criada e dissolvida para dar origem a todos os fenômenos. O Taoísmo propõe literalmente o “entregar-se ao fluxo” do Tao, como o caminho virtuoso a ser seguido pelo ser humano.

Para conquistar ordem e harmonia nas nossas vidas, devemos aprender a perceber o fluxo natural do Tao para então agir – ou deixar de agir – de acordo com essa percepção.

Os princípios do Tao foram codificados como 81 pequenos poemas no Tao Te Ching (O Livro do Caminho), de Lao Tsé, que nasceu e viveu na China e, após peregrinar pela a Índia e outras terras, reza a lenda que ascendeu aos céus no Deserto de Gobi, na Mongólia.

Os princípios do Tao são a fonte de toda a filosofia de Confúcio (Kung Fu Tsé - 551 a.C. a 479 a.C) e estão na base do famoso compêndio divinatório I Ching (O Livro das Mutações), da medicina chinesa, do Feng Shui e das artes marciais, como o Tai Chi.

Hoje muito conhecida, a representação gráfica do Tao figura oficialmente na bandeira da Coréia do Sul e está presente no cotidiano ocidental em inúmeros artefatos de decoração.

Sua forma habitual é um círculo que sugere movimento, composto de dois semi-círculos em forma de uma gota de água. O círculo, na sua integralidade, representa o próprio Tao que, em movimento, faz emanarem duas energias contidas no Chi – Yin e Yang – e que, sendo opostas, são ao mesmo tempo complementares, porque nascidas da mesma fonte.

Segundo o Tao, tudo o que existe manifesto se compõe de proporções as mais variadas de Yin (representado por um traço interrompido ----- ) e Yang (representado por um traço contínuo ___ ).

O I Ching nos revela como as transformações ocorrem à medida que essas proporções se alteram, estipulando 64 estados possíveis de manifestação no universo, que se expressam por 64 hexagramas.

Cada hexagrama é formado por dois trigramas, um encimando o outro, que contêm porções variadas de Yin e Yang, indo desde três Yins até três Yangs e passando por todas as combinações intermediárias.

Chegamos por aí a oito possíveis trigramas que, combinados com outros oito, dão os 64 hexagramas (8 X 8 = 64). Cada hexagrama expressa uma propriedade do universo, numa dada seqüência natural de transformação, de tal modo que após o de número 64 voltamos ao hexagrama número um, num giro sem fim.

Vale a pena conhecer o I Ching para melhor entender essa dinâmica. Pode nos ajudar muito, como ajudou ao psicólogo suíço Carl Gustav Jung, a entender o momento vivido e a tomar decisões que estejam sincronizadas com o que esse momento sugere, dentro da coerência de uma ordem maior.

Podemos afirmar, à vista de tudo que essa filosofia nos propõe, que a linguagem do Tao é a “voz da Natureza”, que nos resgata para o mundo natural — onde existe ordem não percebida no caos aparente — e pode promover o arejamento de nossa mente viciada, para a qual a maioria das atuais questões críticas do mundo global se apresentam sem saída à vista.

(*) Para saber mais, consultar: I Ching: o Livro das Mutações, de Richard Wilhelm, prefácio de C. G. Jung - Editora Pensamento, 1956

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