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Relativo Ao Vedas - Parte 2

O VEDAS - A EVOLUÇÃO E SIGNIFICADO
Por Professor G Venkataraman

Esta é a transcrição da segunda conversa em Rádio Sai sobre o tema "Relativo ao Vedas.".
A ultima conversa foi uma breve introdução ao Vedas.
Esta conversa de hoje focaliza a evolução do pensamento Védico e seu significado.

Sai Ram amoroso e saudações de Prashanti Nilayam.
Esta é a segunda de minhas conversas sobre os Vedas. Como eu lhes contei por último, meu objetivo básico nestas séries é primeiro dar-lhes uma idéia ampla dos Vedas levando-os a uma viagem pelos Vedas na mesma seqüência em que eles entram na vida de um homem. Essa parte vira depois; agora eu estou no processo de preparar a base para isso.
Nesta conversa, eu pretendo dizer algo sobre os Vedas. Mas, dado meu conhecimento limitado do assunto, eu me limitarei naturalmente aos aspectos básicos e elementares. Deixe-me começar com o que Swami disse sobre os Vedas. Isto é o que Ele diz:
"Os Vedas são as mais antigas entre as escrituras do mundo. Eles são um vasto armazém de sabedoria. Manu declarou, "Tudo é derivado do Vedas." Os Vedas são imensuráveis, sem rival e repletos de bênçãos. A palavra Veda é derivada da palavra de raiz Vid que significa saber.
Conhecimento do Supremo é Veda."

Os Vedas- Uma coleção de Revelações Divinas
Os Vedas consistem em hinos, milhares e milhares deles. Eles representam um oceano para o qual incontáveis sábios contribuíram, em um período em que havia só o idioma falado e nenhum manuscrito. Os hinos dos Vedas representam pensamentos e revelações que vieram aos Sábios durante as suas meditações. Estas revelações vieram na forma de hinos que os Sábios transmitiram aos seus discípulos. Assim, eles foram passados de geração a geração. Durante séculos, tudo isso aconteceu unicamente de forma verbal. A versão escrita veio muito posteriormente. Assim, o crescimento dos Vedas foi como uma série de pequenos fluxos tributários de água, alimentando grandes rios que se fundem finalmente no oceano. Esta analogia é muito hábil, porque a água que forma os pequenos fluxos tributários é água da chuva, cuja fonte é o próprio oceano. Da mesma maneira, as revelações que os Sábios tiveram provinham do Divino e o Oceano da coleção de revelações que constituem os Vedas também é divino.
O Significado dos Sons nos Hinos Védicos
Farei uma pausa aqui para alguns comentários importantes. O primeiro é que os Vedas existem na forma de cantos, e o aspecto som é então muito importante. Os hinos Védicos devem ser cantados corretamente e há uma significação espiritual do canto, que Paramacharya de Kanchi explica como segue:

"Os Vedas devem ser cantados com grandeza, de forma que o som possa ser ouvido corretamente. Mantras Védicos não só produzem vibrações benéficas para quem os canta corretamente, mas também vibrações semelhantes nos que podem ouvir. Considerando que é difundido na atmosfera, assegura bem estar aqui e alem daqui. A característica diferencial dos Vedas está no fato que o Som dos Mantras, por si só, tem um significado, além do significado das próprias palavras, que também são plenos."

A sonoridade dos mantras foi preservada desde tempos muito antigos e isso é algo notável. O som está unido intimamente às palavras, e os dois, isto é, o som e as palavras foram entrelaçados juntos de tal forma que mesmo com o passar do tempo, os hinos Védicos desafiaram a corrupção e a mutação. Este é um ponto importante e precisa de alguma reflexão. Consideremos um idioma, por exemplo, o inglês. Todos os idiomas evoluíram. Um inglês que viveu quinze séculos atrás hoje não seria entendido pela maioria de nós. As palavras seriam diferentes e também o estilo. Isto é verdade em quase todos os idiomas. Idiomas evoluem com o tempo, nos dia atuais até mesmo em períodos curtos, mas o idioma Védico permaneceu invariável durante os vários mil anos durante os quais os Vedas evoluíram.
Como os Hinos Védicos Permaneceram Incorruptos
Uma vez eu perguntei a um estudante como isto era possível, pois todos os outros idiomas do mundo têm evoluído. Foi muito interessante a sua resposta. Ele disse que os hinos Védicos permaneceram incorruptos por causa de sua sonoridade. Eles tinham uma métrica e ritmo inerentes e quando cantados, essa perfeição transparecia. Qualquer mutação ou distorção das palavras perturbaria severamente essa sonoridade, e esta perturbação poderia ser descoberta facilmente. Considerando que o aspecto som era dominante, qualquer corrupção poderia ser detectada e eliminada imediatamente. Assim, a pureza primitiva do Vedas foi preservada. Parece uma boa explicação, eu diria. De qualquer maneira, o fato é que o modo pela qual os Vedas são cantados agora, como por exemplo na presença de Swami no Darshan, é igual ao modo em que eles eram cantados a milhares de anos atrás. Eu gostaria de registrar também que há algumas escolas com maneiras próprias de cantar os hinos Védicos, mas eu não as estou considerando aqui; eu estou me limitando ao método padrão de cantar.
Só para esclarecer este ponto, deixe-me dizer que há um Pandit Védico no Distrito Oriental de Godavari em Andhra Pradesh e outro em Kerala, que estão pelo menos mil quilômetros distantes um do outro. Os estudantes Védicos respectivos receberam a tradição dos seus antepassados nessas duas partes muito separadas do país, partes que, até recentemente, não tinham boa comunicação entre elas. Suponha estes dois estudantes se encontrem e um deles comece cantando o Taittriya Upanishad. O outro não teria nenhuma dificuldade em se unir ao primeiro estudante na recitação. Isso é porque a tradição da recitação é a mesma para ambos, porque a recitação é fixa e permaneceu inalterável através das eras. Eu espero que você entenda o essencial. Se você refletir nisto, você achará este aspecto sem igual.
Swami em por que O Vedas
Deixe-me voltar um minuto para a questão das revelações Divinas. Tais revelações não são tão raras quanto se possa imaginar e ocorreram a pessoas em vários lugares e tempos através da história. Realmente, até mesmo na ciência tais revelações aconteceram. Claro que historiadores da ciência não registrariam isto desse modo. Eles diriam ao invés que Archimedes teve um flash de descoberta, que Einstein teve um flash de intuição e assim por diante. Porém, estes flashes nada mais são que a revelação do Divino, talvez em relação ao mundo material, mas revelações, no entanto. Voltando a Swami, vejamos o que mais Ele diz sobre os Vedas. Aqui, uma citação:

"Os Vedas tomaram forma só para demonstrar e enfatizar a existência de Deus. Os Vedas são um conjunto de palavras que são a Verdade e que foram visualizadas por sábios que tinham atingido a capacidade de recebê-las na sua consciência iluminada. Na realidade, a palavra é a própria respiração de Deus, a Pessoa Suprema. A importância sem igual do Veda está neste fato."
Por que os Vedas são chamados Sruthis
Pelo fato de terem existido originalmente só em forma de som, eles às vezes são chamados Sruthi. Nas escrituras, Sruthi significa aquilo que é ouvido. A verdadeira razão para dar o nome Sruthi aos Vedas, são as Vibrações Cósmicas que são inaudíveis e não podem ser vistas, mas foram ouvidas pelos Sábios como som. Isso também é uma das razões pela qual o aspecto som tem tanta importância. Grande atenção é colocada pelos professores dos Vedas na pronúncia correta da palavra e na entonação ao cantar. Quem ouviu os cantos védicos pelos estudantes de Swami, pode apreciar o que eu quero dizer. Os anciões da Índia inventaram métodos de recitação elaborados de forma que pelas eras os cantos permaneceriam os mesmos, sem mutação e corrupção. Isto é algo notável e eu não estou seguro se houve qualquer outro exemplo comparável.
A Estrutura Dos Vedas
Eu quero dizer algo agora sobre a estrutura dos Vedas. Normalmente é dito que há quatro Vedas. Sim, há, e esta classificação vem de vários milhares de anos atrás. Antes disto foi um período de descoberta. Revelações vieram a pessoas pertencentes a diferentes tempos, e estas revelações foram sendo guardadas em hinos Védicos. Havia milhares e milhares de hinos, mas infelizmente, a maioria deles se perdeu no tempo. A que sobreviveu é só uma parte pequena. Mesmo assim, eles não só são importantes por si próprios, como também contam, a seu modo, a história da evolução do pensamento humano. Eu voltarei depois a esse aspecto, mas por ora, eu ficarei com o tópico relativo à estrutura do Vedas.
Hoje nós reconhecemos quatro Vedas,
o Rig Veda, o Sama Veda, o Yajur Veda e o Atharvana Veda.
Aparentemente foi o Sábio Vyasa que fez a compilação e classificação dos hinos Védicos desta maneira. É habitual identificar em cada Veda, três partes, conhecidas respectivamente como: Samhita, Brahmana e Aranyaka.
Assim, o Rig Veda tem seu próprio Samhita, seu próprio Brahmana e seu próprio Aranyaka. O mesmo também se aplica aos outros três Vedas.
A Divisão dentro de Cada Veda
Agora, o que significam estas três partes? Por que esta divisão? Essa é a questão sobre a qual eu falarei. De certo modo, as três partes são indicadores da evolução do pensamento Védico. A palavra Samhita significa aquilo que foi colecionado e foi organizado. A parte Samhita de um determinado Veda contém os Mantras que pertencem àquele Veda organizados de uma maneira sistemática. Estes Mantras levam ao objetivo principal ou ao propósito daquele particular Veda. Os Mantras Védicos que nós mais freqüentemente ouvimos vêm principalmente do Samhitas.
Quanto à parte Brahmanas, estes hinos explicam como deveriam ser executados certos rituais. Sobre o Brahmanas, Swami tem isto para dizer:
"O Brahmanas constituem uma parte importante do Vedas, e lida com os procedimentos corretos para executar rituais como o Yajnas e Yagas. Sendo ritos cerimoniais para lidar com assuntos mundanos, tais cerimônias, porém, não podem oferecer Atmananda ou as puras felicidades do Atma. Elas podem aumentar só o prazer sensório e podem prover prazeres que são intrinsicamente transitórios. A procura por puras felicidades permanentes do Atma conduziu os Rishis antigos à solidão das florestas"
Isto me leva a uma natural atração para o Aranyakas. Esta palavra é derivada da palavra Aranya que quer dizer floresta. Assim, os Aranyakas às vezes são chamados " livros da floresta" e com boa razão. Como já apontado na citação de Swami, nem o Samhitas nem o Brahmanas pedem para uma pessoa deixar tudo e se retirar para a floresta para contemplar a Deus com foco no desenvolvimento espiritual. Sem dúvida, quem canta os Mantras do Samhitas promove um pouco de pureza da mente, mas no que concerne ao desenvolvimento espiritual eles só podem levar uma pessoa um pouco mais além e não ao objetivo final.
O Aranyakas têm um objetivo diferente. Eles são próprios para pessoas que desejam alcançar níveis mais altos de desenvolvimento, através de intensa contemplação e meditação no Supremo e no Seu mais abstrato aspecto. O famoso Upanishads vem ao término do Aranyakas e representa a quinta-essência de Conhecimento Védico. Como Swami explica, "A sabedoria espiritual revelada aos Sábios Antigos nos foi por eles comunicada através do Upanishads."
Evolução do Pensamento Védico - O Primeiro Passo
A introdução breve para os Vedas agora me permite fazer um comentário sobre a evolução do pensamento Védico. Passando-se cuidadosamente pelos textos Védicos que atravessaram as eras, pode-se ver uma clara linha de evolução. Os hinos mais antigos estão no Rig Veda, e eles não só expressam o senso de admiração do homem antigo mas também revelam como ele identificou deidades específicas como Indra, Agni, Vayu e assim por diante, com forças da Natureza. Sobre tudo isso, diz Swami,
"A primeira experiência no pensamento da India é uma expressão de admiração."
Isto é expresso nos hinos ou Riks encontrados no Rig Veda. O Riks são todos sobre as deidades ou os Devas, como Indra, Varuna e assim por diante. Disto concluímos que os primeiros investigadores não entenderam imediatamente Brahman, o Único e Absoluto. Como em outros lugares os anciões de Índia também se maravilharam com a Natureza e todas as forças que a formam como trovão, raio, vento, chuva, etc. Eles também entenderam, talvez de modo imperfeito, que havia uma sinergia sutil entre as várias forças da Natureza que promovem a vida na terra.
Tudo, desde a formiga até o elefante, foi visto como uma parte de algum ciclo Cósmico misterioso.
E assim, os primeiros pensamentos não só se relacionavam ao senso inevitável de admiração, mas também com uma importante questão de lógica. Se havia forças na Natureza, também deveria haver agentes que controlam essas forças. São estes controladores que foram identificados como Devas, e aos Devas encarregados de diferentes departamentos eram dados nomes diferentes como Indra, Agni e assim sucessivamente. Isto é o que eu chamaria o primeiro nível de pensamento em um processo evolutivo longo. É interessante notar que os gregos também passaram por um processo de pensamento semelhante. Como se recorda, os gregos tiveram um deus do fogo, um deus para isto, um deus para aquilo e assim por diante. Na realidade, tribos tiveram o próprio espectro de deidades ou espíritos em todos os lugares, seja na África ou na América do Norte. O que isto mostra é que os anciões tiveram a convicção implícita que havia no Universo algo além daquilo que a pessoa podia ver com os olhos e experimentar com os sentidos.
O Segundo Passo - Adorando os Elementos
Tendo decidido que havia Devas que controlavam vários aspectos e forças da Natureza, a próxima tarefa era adorá-los e executar vários rituais propiciatórios. Assim foi que os rituais começaram quase em seguida à aceitação da existência dos Devas. Como exemplo, podemos recordar do Imperador Dasaratha que executou um ritual chamado Putrakameshti Yaga para ter filhos. A propósito, este ritual às vezes é executado até mesmo estes dias, pelos sem filhos. Assim o primeiro passo no processo de evolução era identificar os Devas e os adorar. No devido tempo, alguns dos investigadores Védicos decidiram sondar além dos Devas e concluíram, em primeiro lugar, que devia haver um Senhor Supremo para estas deidades. As deidades seriam como que Vice-reis, e devia haver um Rei regendo acima deles. Assim é que eles se convenceram sobre um Poder superior às deidades. Aquele poder foi chamado Deus.
Agora surgira uma nova questão. A quem adorar? Alguns disseram, "Adoração às deidades para favores particulares, e adorar a Deus que os rege, quando as deidades não puderem atender." Assim, na Índia antiga, muitos começaram a adorar Varuna o Deus da Chuva, quando a monção falhava, mas rezavam a outro Deus quando eles queriam progênie ou cura de uma doença e coisas assim. Isto é como ir a diferentes caixas de um banco quando a pessoa precisar de diferentes tipos de serviços.
Nesta fase, disseram alguns pensadores, "Hei, espera um minuto. Examinemos este negócio mais de perto." Eles assim fizeram e propuseram uma resposta que é mais bem ilustrada usando a analogia de um Banco. Vá ao escritório central do Banco da Índia em Prashanti Nilayam durante as horas de trabalho. Você achará muitos clientes sentados com o Gerente. Freqüentemente, estas são as pessoas de ultramar que têm depósitos grandes no Banco. Eles podem retirar um pouco de dinheiro, fazer algum câmbio, depósitos novos e assim sucessivamente. Para cada atividade, há um funcionário para administrar a transação; contudo o cliente VIP tem todas as suas necessidades atendidas simplesmente falando com o Gerente. Da mesma maneira, estes pensadores na Índia antiga chegaram à conclusão que mesmo havendo deidades cuidando de pastas limitadas, tudo o que a pessoa quisesse podia ser concedido diretamente por Deus. E como Deus rege todos os Devas não havia nenhuma necessidade de pedir em separado para esta ou aquela deidade ou Deva.
A Compreensão Final - A Existência do Supremo
Em resumo, passo a passo, os investigadores perceberam que há um Supremo que está além deste mundo, além do Universo e além de Espaço e do Tempo. Os investigadores também perceberam que este Supremo que estava além do Espaço e do Tempo, não pode ser descrito em palavras, e também não pode ser conhecido pela Mente. Nós ouvimos tantos oradores citarem esta frase Védica:

Yato vaache nivarthante aprapya manasachaha.

Esta frase se refere a Algo que está além de qualquer descrição ou até mesmo pensamento.
Espaço-tempo é uma cortina que separa o Criador da Criação. A Criação está neste lado da cortina, enquanto que o Criador em toda a Sua glória absoluta e primordial está no outro, por assim dizer. Em resumo, lenta, mas seguramente, os investigadores estavam percebendo a existência da cortina e a presença de algo Supremo além dessa cortina. Esse algo é Deus de quem todos nós somos crianças, independente de raça, religião, credo ou nacionalidade.
Os Vedas São Universais
Neste sentido os Vedas são universais e é por isso que Swami faz questão de chamar atenção aos Vedas, e não porque eles são hindus na origem.
Repetindo, os Vedas focalizam em algo Místico e Eterno, que está além deste mundo, além deste Universo, além do Espaço - Tempo, e é invariável. É Algo que está além das palavras e até mesmo da Mente. Realmente, por todas as eras, investigadores de todos os lugares estiveram também envolvidos nesta mesma indagação embora com meios diferentes. Einstein era um deles, e ele deu uma bela expressão a isto. Explicando por que ele procurou a Ciência, Einstein disse uma vez:
"Um conhecimento da existência de Algo que nós não podemos compreender, que só são acessíveis à nossas mentes nas suas formas mais primitivas, é este Conhecimento e emoção que constituem a verdadeira religiosidade. Neste sentido, eu sou um homem profundamente religioso."
Einstein tentou ter um vislumbre da Infinidade Cósmica através da Ciência enquanto que os investigadores da idade Védica buscaram essa mesma Eternidade pelo caminho da devoção e da investigação espiritual.
As Unidades Adicionais dos Vedas
Eu terei mais para dizer sobre o conceito Védico de Deus e assuntos relacionados, mas por ora, deixe-me mencionar que além dos quatro Vedas principais, há unidades adicionais que incluem seis Vedaangas e quatro Upaangas.
A palavra Anga quer dizer um membro; assim os Vedaangas representam, por assim dizer, membros do Vedas enquanto o Upaangas representam membros subsidiários. Eu não entrarei em detalhes a respeito disto mas eu quero mencionar um Upaanga importante que são os Puraanas. Os Puraanas são importantes porque eles massificam os ensinamentos. Paramacharya de Kanchi tem isto a dizer sobre os Puraanas:

"Os Puraanas podem ser chamados As Lupas do Vedas porque eles ampliam imagens pequenas em imagens grandes. As prescrições Védicas que estão contidas na forma de pequenas declarações ficam mais elaboradas e compreensíveis ao público, na forma de histórias ou anedotas, no Puraanas."

Este é um ponto importante. Considere Sathya, ou a Verdade, por exemplo. A importância de se aderir a Sathya é exemplificada maravilhosamente pela história do Rei Harishchandra que até recentemente era regularmente representada por toda parte, como um drama, em aldeias por toda a Índia. É deste modo que o povo comum compreende a importância de se cumprir a Verdade. Eu próprio tenho ouvido aldeões dizerem, "eu sou pela Verdade." Não deveríamos também nos esquecer que foi um drama representado numa aldeia, descrevendo a história de Harishchandra que teve um impacto profundo em Gandhi quando ele era um menino, o que fez uma diferença enorme não só em sua própria vida como também para a humanidade.
Swami em Como Os Vedas Ajudam o Homem
Eu penso que é melhor finalizar esta conversa com uma citação de Swami:
"Os Vedas ensinam ao homem os seus deveres."
Eles descrevem os direitos e deveres, obrigações e responsabilidades, em todas as fases de vida, como um estudante, dono da casa, religioso e monge. Com a finalidade de esclarecer os axiomas e prescrições védicas e permitir que seu significado fosse entendido por todos, especialmente o que se pode ou não se pode fazer, o Vedaanagas, o Upaangas, o Puraanas e os textos Épicos apareceram no curso do tempo. Então, se o homem quiser compreender o verdadeiro significado da sua existência e da própria realidade em que vive, ele tem que também entender a importância destes textos explicativos posteriores."
Eu penso que esta citação de Swami coloca o Vedas e todas as composições adicionais na perspectiva correta. Na próxima vez, eu lhes darei um olhar rápido do Upanishads.
Om Sai Ram

Nota: Este artigo foi traduzido do texto em inglês das palestras levada ao ar na Radio Sai em Prashanti Nilayan pelo professor G. Venkataraman em 2006

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