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  Márcio Passos
Relativo Ao Vedas - Parte 8

RELATIVO AO VEDAS - 08
ENTENDENDO E ATINGINDO O SER SUPREMO - O CAMINHO VÉDICO

Sai Ram amoroso e saudações de Prashanti Nilayam. Esta é minha oitava conversa no Veda séries. Na última vez eu falei sobre alguns aspectos relativos ao fim da vida, citando alguns Mantras em tradução inglesa, é claro, do monumental livro de Raimundo Panickkar. Eu irei agora além do livro de Panickkar e, com o intuito de lentamente aprofundar, eu mencionarei alguns pontos relacionados.
Os Vedas apontam o caminho para Deus
A primeira coisa que eu gostaria de mostrar é que embora os rituais Védicos possam ser dirigidos a deidades individuais, o aspecto maior da Criação e do Criador não são perdidos de vista. Nós temos que entender que os Vedas foram trazidos para suprir a um largo espectro. Os Brahmins eram os guardiões do Vedas e deles se esperava que presidissem vários rituais, para pessoas comuns do povo e também que guiassem essas pessoas, chamando a sua atenção para os aspectos práticos do Dharma. Eu mostrarei alguns exemplos disto em breve. Para o momento, porém, eu desejo realçar o fato que os Brahmins estavam preocupados em focalizar os aspectos mais altos da filosofia Védica. Assim é que nós achamos no Vedas muitos hinos em louvor do Supremo. Por exemplo, aqui estão alguns versos do Rig Veda onde o hino está baseado na pergunta retórica:

A Quem é que nós deveríamos adorar?

Ele que dá a força da vida e forte vigor,
Cujas ordens até mesmo os deuses obedecem,
Cuja sombra é Vida Imortal,
Que Deus nós adoraremos com nossa oblação?
Quem pela Sua grandeza emergiu soberano exclusivo,
De toda coisa viva que respira e dorme,
Ele que é o Deus do homem e das criaturas quadrúpedes,
Que Deus nós adoraremos com nossa oblação?
A Ele de direito pertencem, pelo Seu próprio poder,
As montanhas de cumes nevados, o mundo e o mar,
Seus braços são os quatro cantos do céu,
Que Deus nós adoraremos com nossa oblação?
O Pai da Terra, regendo por leis fixas,
O Pai dos Céus, a prece nos protege,
O Pai das grandes e brilhantes águas,
Que Deus nós adoraremos com nossa oblação?

Isso é muito poético, não é?
Esta idéia de um Deus Absoluto que é Onipresente, Onisciente e Onipotente está presente como um conceito básico ao longo do Vedas, embora apareça explicitamente só nas passagens mais filosóficas. Saudado como Sarveswara, o Deus Supremo, Ele é exaltado assim no Svetasvatara Upanishad:

Com olhos que tudo vêm, com faces de infinitas formas, com braços e pés de todos os seres, Ele, Deus, O ÚM, cria céu e terra, forjando-os com braços e asas. Ele é a fonte e a origem das deidades, O Deus de tudo, Rudra, o Sábio poderoso que produziu em tempos remotos o germe dourado. Possa Ele nos dotar de pureza da Mente! Sem começo e fim Ele é.
No meio de caos Ele está e produz todas as coisas.
Ele é o Criador e provedor exclusivo das múltiplas formas.
Quando um homem conhecer Deus, ele é livrado de tudo o que acorrenta.

No Mahanarayana Upanishad que, incidentemente, nós ouvimos cantado freqüentemente na presença de Swami, é dito:

O som que é proferido no princípio do Veda, o som que também é estabelecido no fim,
que está além de sua absorção na Natureza,
Este é o Deus Supremo.
Narayana, Deus Universal,
Palavra suprema, Imperecível.
Em todos os lados, Supremo, eterno,
Narayana, Deus Universal.
Nós adoramos o Mestre de Tudo,
O Senhor da alma,
Eterno, Benevolente, e Imóvel!
Narayana, o poderoso a ser conhecido,
O Eu de tudo, a Meta Suprema.
Narayana a Luz Suprema, o Eu,
Narayana o Supremo,
Narayana essência suprema de Brahman,
Narayana o Supremo!

E vai assim por diante. O Mandukya Upanishad põe tudo assim mesmo:

Este é o Deus de tudo, a Consciência de tudo,
O Controlador Interno.
Esta é a Fonte de tudo,
O começo e o fim de todos os seres.

No Prasna Upanishad, é descrito o Deus Supremo assim:

Ele é o fogo que queima,
Ele é o Sol.
Ele é a chuva benfazeja,
Ele é o Vento,
Ele é a Terra, matéria e Deus,
Sendo e não sendo, Ele o Imortal.

E no Taittriya Upanishad que nós já revisamos, Ele é descrito no mesmo tom:

Aquele do qual os seres nascem,
Aquele pelo qual, quando se nasce, se vive,
Aquele em qual ao morrer se entra,
Aquele que você deveria desejar conhecer:
Isso é Brâhman!
O Caminho do Bhagavad Gita
Não se pode falar sobre os Vedas sem alguma referência para com o Bhagavad Gita. O Gita pode ser descrito de muitos modos diferentes, mas para o presente, eu escolheria descrevê-lo como uma autenticação direta da Sabedoria Védica pelo próprio Deus. Deus em forma humana não só confirma tudo aquilo é dito nos Vedas em vários lugares, mas vai além, indicando um caminho simples que qualquer um pode seguir para alcançar Deus, observando algumas regras muito simples.
Basicamente, o Gita revela ao homem como, amando a Deus pode-se alcança-Lo sem qualquer prejuízo para a sua vida normal. E que o Deus que o homem assim atinge, é nada mais nada menos que o Brahman a quem os Vedas exaltam.
Há um ponto muito importante que precisa ser sublinhado. Os Vedas falam para o homem, "Siga Dharma e você alcançará Deus." Muito verdadeiro, realmente. Entretanto, para muitos, Dharma pode parecer um conjunto inconveniente de regras. Krishna, entretanto fala ao homem, "Só me ame, e seja dedicado a mim. Eu cuidarei de tudo." Isso significa que esse homem pode esquecer do Dharma? Não. Agora, porem, ele pensa no Deus Amoroso e tenta O agradar. Deus é tão maravilhoso, amoroso, compassivo, que é uma alegria servi-Lo. Assim, dirigido pelo seu amor a Deus o homem começa a seguir o Dharma quase inconscientemente. Dharma deixa de ser um fardo para ser algo que é meramente incidental. A Criação, diz Swami, é um Jogo Divino que envolve Deus e o devoto. Krishna foi o primeiro a tornar isso claro, além de instruir ao homem como agradar a Deus. Eu me lembro do que Swami disse ao inaugurar o Samskrita Sadhanam em Bangalore em janeiro, 2001. Isto é o que Swami disse:
"Deus tem tudo. Sendo o Criador de tudo, não há nenhuma necessidade por parte de Deus de desejar isto ou aquilo. Deus não encarna para pedir ao homem serviços ou favores. Deus encarna para que homem possa ter Deus na sua tela de radar. Quando Deus é fisicamente presente diretamente em frente aos seus olhos, o homem sente um desejo de servi-Lo. Essa é a oportunidade que o Avatar apresenta aos homens. Algumas pessoas não são rápidas nessa percepção e assim Deus às vezes pergunta diretamente e às vezes indiretamente para as pessoas, 'Você faria isto para mim? '."
Nós dificilmente percebemos o quanto Swami está fazendo, de forma que nós podemos melhorar muito a nossa percepção. Muitos anos atrás, Dr. Fanibanda fez a Swami uma pergunta. A propósito, para esses de você que não estão atentos, eu deveria mencionar que Dr. Fanibanda era um dentista renomado em Bombay, ele era um bom mágico amador e acima de tudo, ele era bom fotógrafo e operador cinematográfico. Graças a ele que nós temos no Prashanti Estúdio Digital carretéis e carretéis de filmes arquivados com cenas maravilhosas que nós nunca veremos ao vivo novamente. Voltando a Dr. Fanibanda e à sua pergunta a Swami, "Swami, qual é o propósito da Sri Sathya Sai Organisation?" Swami respondeu, "Nenhum." Claro que essa reposta confundiu o doutor. Quando ele se recuperou, perguntou suavemente, "Swami, nenhum? Como isso pode ser?" Swami sorriu então e respondeu, "eu fundei a Organização para que as pessoas possam se melhorar!"
Uma resposta muito profunda, e quando nós pensamos nisto, muitas das atividades que envolvem Swami e o Ashram são realmente oportunidades para várias pessoas se melhorarem. Eu acho isto absolutamente notável. Caso contrário, como tantas pessoas peritas em finanças, administração etc., teriam uma oportunidade para servir na Divina presença?
Na encarnação anterior como Senhor Krishna, nosso Swami disse isto, e isto é muito importante:
"Em mim fixem sua Mente. Para mim dêem a sua devoção. Para mim ofereçam o seu sacrifício. A mim façam a sua obediência. Tendo se prendido assim a mim e fazendo de mim o seu objetivo, para mim realmente vocês virão. Até mesmo os mais vis dos pecadores serão contados como íntegros, se eles vierem a mim com devoção e não divididos; porque eles escolheram o caminho certo."
Estes são pronunciamentos incríveis que só Deus pode fazer. Ouça ainda esta garantia.
"Para esses que exclusivamente me adoram, que meditam em mim sem outro pensamento e que já são firmes, eu suporto o fardo do seu bem-estar, completamente".
A propósito, estes slokas ou hinos notáveis são todos do nono capítulo.
Não é então nenhuma surpresa que no período pós Krishna houvesse um grande numero de seguidores de Deus na forma de Krishna. Realmente, muitos santos fizeram o que foi prescrito e atingiram precisamente o destino prometido. Em resumo, eu diria, usando um idioma moderno que o Bhagavad Gita não é um resumo do Vedanta para bobos!
Eu estou seguro com todas estas observações, que você poderia recordar inumeráveis declarações de Swami onde todas estas garantias não só foram reiteradas, mas foram excedidas; em outras palavras, Swami está dando pechinchas que excedem em muito as ofertas de Krishna! Essa é realmente a compaixão do Senhor.
Sacrifício - Um Valor Védico
Mudando um pouco o foco, um tema constante nos Vedas é Sacrifício. A palavra em sânscrito para sacrifício é Tyaga, e há uma passagem Védica exaltando o sacrifício, que Swami cita freqüentemente. Nos Vedas, o tema do sacrifício pode ser visto em duas perspectivas distintas. Uma delas é o que eu gostaria de chamar Cósmico Externo, e o outro Sublime Interno. Como era esperado, os dois conceitos estão relacionados.
O Sacrifício Exterior
Deixe-me começar com o que eu chamei como o aspecto Externo Cósmico. A idéia básica aqui é que o humano é apenas um dente de engrenagem em uma máquina volumosa chamada o Cosmos. O Cosmos tem entidades inumeráveis que variam de estrelas e galáxias a insetos, plantas, animais e assim por diante. Tudo na Criação de Deus tem um propósito para sua existência, e desempenha um papel no Esquema Cósmico das coisas, entretanto nós poderíamos não estar atentos a isto. Neste sentido, não só o Universo, mas toda entidade, grande ou pequena, tem um propósito definido para a sua existência. Claro que isto vai contra a convicção comum entre muitos cientistas. Esse ponto precisa especialmente ser sublinhado no mundo de hoje, quando muitos acham que o homem é supremo, que tudo existe para o benefício dele, e ele pode fazer o que quer. Por exemplo, considere a questão da biodiversidade. Bio-cientistas reconheceram que a biodiversidade da Natureza é boa para os ecossistemas e para o gênero humano também, não devendo ser perturbada. Porém, a engenharia genética promovida por muitas companhias é temida, pois prejudicaria a biodiversidade fazendo algumas espécies de plantas dominarem. Isto iria claramente contra a estrutura da Natureza, mas os produtores de sementes geneticamente modificadas não poderiam se preocupar menos com tais considerações.
Outro exemplo: há muitos recifes de coral ao redor do mundo, alguns deles verdadeiramente famosos. Porém, a mesma fama deles tem levado à sua destruição.
Pesadamente promovidos como destinos turísticos, muitos destes recifes estão em perigo de serem extintos. Não fora percebido, até recentemente, que recifes de coral têm um papel vital, preservando equilíbrio em ecossistemas marinhos. Eles são fundamentais para a procriação de muitas espécies marinhas, as quais suportam peixes maiores. Os danos nos sistemas de coral causaram em muitos lugares a destruição de muitas espécies de peixes. Eu posso citar muitos exemplos, mas não vou fazê-lo no momento. Talvez em uma conversa posterior eu possa lidar extensivamente com ecossistemas. Atualmente, o ponto que eu quero frisar é que as habilidades superiores do homem não lhe dão nenhuma licença especial para perturbar o equilíbrio ecológico, de qualquer maneira. Deus não deu ao homem habilidades superiores para danificar o ambiente, mas para ficar consciente de Deus e mover-se para Ele. Abusar das Divinas capacidades dotadas por Deus, em benefício de um propósito particular, é um grande pecado.
Aqui é onde sacrifício entra no quadro. No Gita, Deus conta para Arjuna:
Na hora da Criação, o Criador falou ao gênero humano: "Por sacrifício tu prosperarás e se propagará. Esta será a fonte da realização [Kamadhenu] dos teus desejos" Este é verso 10 no Capítulo 4. Aqui, sacrifício é descrito a um nível que a maioria das pessoas agarraria. É um pagamento para os favores que a pessoa quer. Continuando, Krishna acrescenta:
"Adoração é uma forma de sacrifício. Adore os poderes da Natureza [os Devas], e eles te nutrirão, em troca. Por esta sinergia, tu podes alcançar os bens mais altos."
Aqui o sacrifício é recomendado para alcançar uma co-existência equilibrada com a Natureza. A palavra sacrifício faz as pessoas dizerem: "estão me pedindo que deixe algo que eu ganhei com trabalho duro. Isto não é injusto?" Krishna dissipa tais noções. Talvez a pessoa possa pensar que tem trabalhado duro, mas não pode haver nenhum ganho a menos que haja a Graça de Deus. Assim aquilo que as pessoas pensam estar sacrificando na realidade é algo que foi dado a elas por Deus. Eles não estão dando alguma coisa material suas mas algo designado para eles por Deus. Para garantir que esta idéia não seja esquecida, Krishna diz:
"Nutridos pelo sacrifício, as deidades de Natureza dão sem questionamento, dando toda a satisfação dos desejos. Mas aquele que desfruta os presentes dos deuses sem oferecer sacrifício em retorno, é verdadeiramente um ladrão."
Comida é um dos grandes presentes da Natureza. Nós não percebemos isto, mas toda a comida realmente vem da Natureza e não do supermercado. Lembrando isto ao Homem, Krishna diz:
"Os virtuosos que partilham da comida que permanece depois que o sacrifício e oferecido, são livres de pecado; mas os egoístas que comem sós, sem compartilhar a comida com outros, estão alimentando na realidade o pecado."
Este slokas são do quarto capítulo do Gita aonde Krishna realmente vai para o cerne no assunto do sacrifício. Aqui vai um pouco mais de slokas daquele mesmo capítulo:
"Saiba que toda ação se origina do Supremo, que é imperecível e que a tudo permeia. E na ação sacrificial este Espírito Supremo esta conscientemente presente. O Partha! Aquele que não se revolve com a roda do sacrifício, mas busca, ao invés, os prazeres mundanos pela satisfação dos sentidos, esse vive em vão."
Eu estou seguro de você ter notado que tudo aquilo que eu disse até agora sobre sacrifício está realmente conectado com o aspecto externo. Nós recebemos, e assim nós também temos que dar; melhor é dar mais que o que nós recebemos. Uma coisa importante para se lembrar é que o que nós damos em sacrifício é algo que traria vantagem material em alguma forma para nós se nós não déssemos isso. Assim, o termo sacrifício é usado no senso tradicional.
Agora, no Vedas, a palavra sacrifício é amarrado intimamente com Yajna e Yaga. E Yajna e Yaga chamam à nossas mentes o espetáculo de um fogo sagrado enorme, o fogo sacrificial, como é às vezes chamado. Eu estou seguro que muitos de vocês devem ter visto o Yajna que é executado em Prashanti Nilayam no Dasara. Nós vemos sacerdotes que não só vertem ghee, mas também arroz cozido e muitos objetos materiais no fogo. O que todo esse simbolismo realmente significa? Porque fazer oferecimentos ao fogo corresponde a sacrificar? Ouçamos Swami no assunto, primeiro:
"Os Sábios executavam Yajnas para obter domínio sobre os sentidos. A real natureza e significando do Yajna é a superação de todas as nossas tendências ruins, enquanto os lançamos no fogo do sacrifício. O que é sacrifício? O que é isso do qual se livrar? É a riqueza passageira que se tem? Sacrifício significa libertar-se dos próprios desejos, ganância e avareza. A menos que você sacrifique desejo, raiva, ganância e assim por diante, você não pode atingir a Divindade."
O Sacrifício Interno
Este é o real ponto - Os Yajnas são executados para se alcançar Pureza Interna através do sacrifício. Porém, deve ser acrescentado que em tempos Védicos as pessoas executavam Yajnas para propiciar às deidades e obter benefícios. Por exemplo, o Imperador Dasaratha executou o famoso Putrakameshti Yaga, de forma que ele pudesse ser abençoado com crianças. Este é o aspecto externo do ritual Védico. Mas a beleza é como Swami às vezes mostra, que todos estes rituais têm também um aspecto interno sublime.
Isto me traz a meu próximo ponto que é sobre o fogo. Nas escrituras, o termo fogo é às vezes usado em um senso genérico. Voltemos ao Gita por um momento, e escutemos um pouco mais a Krishna: os poucos slokas que eu vou citar agora são do quinto capítulo.
"Alguns oferecem sacrifício só aos Devas, enquanto outros mais evoluídos oferecem o próprio ego, em sacrifício no fogo do Conhecimento. Alguns oferecem os sentidos como a audição, no fogo do controle dos sentidos; enquanto outros oferecem outros objetos de percepção ao fogo do controle dos sentidos.
Outros novamente, iluminados por Sabedoria, sacrificam todas as atividades dos sentidos e da energia vital [Praana] no fogo do autodomínio.
Alguns executam sacrifício usando objetos materiais, alguns pela austeridade, outros por Ioga, e alguns fazem do estudo das escrituras e a aquisição de conhecimento [das escrituras] os seus sacrifício - todos nascidos da devoção.
Ainda outros abstém-se de comida e praticam sacrifício através da espiritualização da sua energia vital. Todos esses sabem o que sacrifício é e usam isto para se purificar completamente de pecado."
Assim, muitos e vários são os sacrifícios enunciados pelos Vedas.
Conheça-os todos para se libertar da ação da mente, dos sensos e do corpo. Uma vez que se saiba isto, ganha-se liberação. Todos o slokas que eu há pouco citei relacionam-se ao que eu chamaria o aspecto interno. Lembra de minha citação anterior de Swami, que diz que sacrifício realmente significa deixar os hábitos e características indesejáveis? Quando a pessoa deixa um hábito ruim como ficar com raiva, digamos, pode-se dizer que a pessoa está sacrificando a raiva no Fogo Sagrado do Conhecimento Espiritual. Isso é o espírito no qual muitos destes slokas devem entendidos.
Um Sacrifício de Carne e Álcool
Isto me dá uma oportunidade de narrar um incidente pequeno e trazer esta conversa a um fim. Isto aconteceu em 1995, ao redor de outubro, quando eu fiz uma visita de três semanas à Nova Zelândia, em um convite do Sai Organisation. O ponto alto era a Conferência Nacional que coincidiu com o festival de Deepavali. O Convenor Espiritual do Nova Zelândia Sai Organisation teve uma idéia agradável. Era ter um fogo em que todos queimariam um pedaço de papel com um ou mais hábitos indesejáveis que a pessoa quisesse se libertar. Todos se levantaram em uma fila, e um por um, as pessoas foram para o fogo, disseram uma oração pequena a Swami, e então lançaram o papel. A idéia era sacrificar hábitos ruins, tendo o fogo como testemunha. Eu pensei que este era um modo excelente de executar um Yajna em tempos modernos, aderindo de perto ao princípio básico declarado por Swami.
Foram feitos anúncios sobre o fogo e o ritual, na hora do almoço, e os devotos andavam com lápis e papel desejando saber do que eles queriam se livrar. Parecia um pouco com pessoas que iam para Benares nos velhos dias para dar um mergulho no Ganges e deixar alguns legumes favoritos como oferenda. Costumava acontecer que as pessoas sacrificavam um legume do qual elas não gostavam de maneira nenhuma! Eu estava me lembrando de tudo isso quando entrei em conversação com um devoto. Ele é uma pessoa muito boa e tinha trabalhado muito para a Convenção Nacional. Ele teve uma conversação longa comigo sobre o que ele deveria queimar para se liberar. Ouvindo, eu sugeri que ele deveria deixar de comer carne e beber álcool. Ele não gostou do que eu lhe falei e discutiu muito comigo. De minha parte, eu tentei explicar que Swami tinha pedido para os devotos que evitassem álcool e carne. Ele saiu dizendo que pensaria nisto. Vindo a noite, o fogo foi aceso. Uma a uma, as pessoas caminhavam até o fogo e lançavam o pedaço de papel. Este homem me mostrou o seu e nele havia uma promessa de deixar totalmente carne e álcool. Ele caminhou até o fogo lançou o papel no fogo, voltou a mim com sorriso enorme e me deu um abraço de urso enorme. Ele era um companheiro grande e literalmente me esmagou, mas valeu a pena! Ele estava tão contente e eu também estava contente por ele.
Assim você vê, Yajnas também são pertinentes nestes dias e época, especialmente no aspecto Interno.
Eu espero que você concorde comigo.
Om Sai Ram

Nota: Este artigo foi traduzido do texto em inglês das palestras levada ao ar na Radio Sai em Prashanti Nilayan pelo professor G. Venkataraman em 2006

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