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Relativo Ao Vedas - Parte 10

RELATIVO AO VEDAS - 10 - UMA GLÓRIA DE CONSCIÊNCIA -
Pelos olhos de Cientistas Modernos e dos Videntes Védicos
Por Professor G Venkataraman

Sai Ram amoroso, e saudações de Prashanti Nilayam. Este é o décimo artigo da série Através dos Vedas, um esforço meu para comunicar a você o espírito que penetra os Vedas. Também é minha última palestra dentro desta série. Hoje eu gostaria de levar nossa atenção longe da vida, mantras e tudo isso e tenta dizer algo sobre Consciência.
É possível que você conheça a frase: Sat, Chit, Ananda. Grosso modo significa: Verdade, Consciência, e Bem Aventurança. Deus às vezes é descrito dessa forma. Em nível do Abstrato e Absoluto, Deus é descrito também como Pura Consciência ou Consciência Absoluta. Agora o que é exatamente esta Consciência? O que tem a ver com Criação? O que tem a ciência para dizer sobre a Consciência? Estas são algumas das perguntas que eu gostaria de abordar nesta conversa. Mas antes de mais nada eu queria declarar que não há nenhuma necessidade de responder a essas perguntas para uma pessoa se fundir com Deus. Nossa devoção não seria aumentada em nada por eu saber alguns aspectos disso. Por outro lado, nos ajuda apreciar como era profunda a compreensão que os Videntes antigos atingiram na sua indagação sobre Deus. Eu sinto que nos dias de hoje quando as pessoas costumam fazer todos os tipos de perguntas, poderia ser útil colocar a Criação contra o pano de fundo da Pura Consciência ou Consciência Absoluta, como Deus às vezes é chamado. Quero dizer que esta é a minha motivação para a palestra de hoje.
Matéria e Energia
Eu começarei declarando um fato que eu estou seguro que você já conhece, isto é, que nosso Universo é composto de duas entidades: matéria e energia. Matéria tangível é tudo o que nós podemos tocar e podemos ver. Quando às vezes o objeto material é muito pequeno para ser visto com o olho nu, nós podemos ver usando um microscópio óptico ou até mesmo um microscópio de elétrons. Matéria tem massa que pode ser medida. Por outro lado, energia é intangível quando estiver latente. Só se torna manifesta quando estiver mudando sua forma.
Por exemplo, uma pedra que está em cima de uma montanha tem muita energia potencial; todo estudante de escola secundária sabe isto. Ninguém pode ver esta energia, embora uma pessoa possa calcular quanta uma pedra do alto da montanha tem de energia potencial gravitacional. Entretanto se a pedra for empurrada montanha abaixo o seu potencial de energia é convertido em energia cinética e os efeitos desta transformação podem ser vistos e podem ser medidos.
Semelhantemente, é dito que muita energia é contida dentro de um átomo. Realmente. Mas energia atômica que está oculta não pode ser vista. Porém, quando a energia que está presa no átomo é libertada então podem ser vistos os efeitos gerados por aquela liberação A propósito isto é o que aconteceu em Hiroshima e Nagasaki. Eu só estou mencionando tudo isto para enfatizar que até aproximadamente cem anos atrás, os físicos pensavam que matéria era matéria e energia era energia e que eram duas coisas bem distintas. Tudo isso mudou em 1905, e o homem que mudou esta visão de matéria e energia foi Einstein.
E = mc2 Matéria e Energia são o mesmo.
Albert Einstein era naquele momento um homem jovem de cerca de vinte e três anos. Ele era empregado em um escritório de registro de patentes suíço, e desde que o seu trabalho não era pesado, Einstein passou um bom tempo investigando muitos problemas complicados de física.
Ele publicou três importantes documentos e é por isso que o ano de 2005 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Física. Um dos três documentos que Einstein escreveu era a Teoria Especial da Relatividade, da qual a equação E = mc 2 era um componente. Esta equação ficou tão famosa desde então que até mesmo o público geral a conhece. É uma equação muito simples, mas revela uma verdade profunda. Como o próprio Einstein disse em uma conferência pública, esta equação diz que tanto o que nós chamamos matéria e o que nós chamamos energia são uma única e mesma coisa! Há uma unidade por baixo da aparente dualidade. É admirável como Deus nos lembra da Universalidade até mesmo no mundo da física.
Matéria sensível e insensível
OK, há matéria e energia no Universo e embora possam parecer entidades distintas, elas realmente são uma única e mesma coisa. Além do mais, matéria pode ser convertida em energia e energia pode ser convertida em matéria. Esse é o ponto que eu desejo enfocar em seguida, mas antes disso eu gostaria de lembrar um fato que você já sabe, isto é, que a matéria do Universo pode ser de dois tipos distintos: sensível e insensível, quer dizer, aquela na qual existe vida e aquela na qual não existe.
Há uma razão específica por que eu estou fazendo esta distinção. Uma entidade com vida está atenta a tudo o que existe. Para esclarecer, considere uma pedra e, digamos, uma rã. Uma pedra existe, eu e você podemos ver isto, mas a pedra em si mesma não sabe que ela existe. Você poderia dizer que esta é uma declaração totalmente trivial. Como no mundo pode uma pedra saber que ela existe? Ela não tem vida! Sim, isso é verdade, mas uma rã, que tem vida, sabe que existe e está atenta à sua existência. Uma rã tem autoconsciência enquanto uma pedra não tem, este é o ponto que eu estou tentando esclarecer.
Autoconsciência
Autoconsciência é um presente notável que os seres vivos possuem e nós humanos nunca paramos para pensar nisto. Nós achamos isso tão natural que dificilmente percebemos que nós possuímos o notável dom da autoconsciência. Você poderia dizer, "OK, os seres vivos têm autoconsciência; e daí?" OK, deixe-me considerar esse ponto. A pergunta agora é: "de onde veio esta autoconsciência"?
É relacionado com a matéria ou com a energia? Pode ser descrita por qualquer equação de física? Teria ela aparecido repentinamente de nenhuma parte quando a vida apareceu sobre a terra, ou estava oculta e latente no Universo de alguma forma misteriosa desde o tempo em que o Universo entrou em existência?""
Eu tenho que falar desta conjuntura publicamente apesar de poucos cientistas discutirem esse assunto. Um punhado de cientistas deseja indubitavelmente saber essas respostas, mas a maioria, quer dizer, 99.9999% dos cientistas simplesmente ignoram tal questionamento. Eles sabem que não podem obter nenhuma resposta definitiva e não podem publicar nenhuma tese neste tópico nos diários científicos padrões. Desde que estes são dias de "publique ou pereça" a maioria dos cientistas deixa tal questionamento totalmente de lado. Porém, como permanecem as perguntas, eu desejo considera-las e arejar algumas visões sobre isso.
Uma primeira coisa que eu gostaria de mostrar neste contexto é que a autoconsciência faz parte de nossa habilidade para ter experiências. Muitas coisas que nós sabemos vêm até nós através da experiência. Consideremos uma coisa simples como o sabor. Sabor, concordará você, é uma questão de experiência. Nós podemos ter a experiência do sabor porque o Deus Santificado foi amável bastante para nos dar papilas gustativas. Deixe-nos dizer que nós pusemos um pedaço pequeno de açúcar na boca. É claro que sentiremos um sabor doce. Todo mundo, independente de raça e religião juraria que aquele pedaço de açúcar é doce. Você poderia perguntar o que há de surpreendente nisso? Eu não estou dizendo há qualquer coisa surpreendente em se sentir um sabor doce no açúcar, mas você alguma vez desejou saber se a maneira como você experimenta a doçura na degustação do açúcar é a mesma maneira de outras pessoas y ou z experimentarem?
Experiência: Interna e Subjetiva
Há um ponto importante aqui. A experiência é interna na pessoa por isso não há nenhum modo de comparar experiências de duas pessoas em uma base objetiva. A ciência pode analisar o açúcar, descrever sua estrutura molecular, e tudo isso, mas não há nenhum metro ou instrumento de medida que a ciência pode usar para medir uma experiência de doçura. É o mesmo com a autoconsciência. A Ciência pode dizer se uma entidade está morta ou viva, mas nunca pode medir suas experiências subjetivas.
Nós não precisamos condenar ou criticar a ciência por causa disso; é assim que as coisas são no momento. Porém, os cientistas não deveriam sentir-se superiores e olhar de cima para baixo as pessoas que desejam fazer considerações metafísicas. Esse sentimento de condescendência e superioridade é totalmente injustificado mas infelizmente, está presente em muitos figurões modernos da ciência. Tal arrogância flui do ego e não é a característica de um verdadeiro pesquisador, que sempre é bastante humilde.
Algo Misterioso Além da Matéria e da Energia
OK, assim o que é que eu quis dizer com todas estas palavras? Só estas coisas: primeiramente, há coisas que vão além da matéria e da energia. Segundo, estes assuntos abrangem domínios além do espaço e tempo, que são os domínios da ciência. Eu espero que você concorde com estas minhas idéias.
Bem, vamos ao meu próximo ponto. Deixe-me perguntar: de onde vem toda a matéria que nós vemos ao redor de nós e toda a energia que enchem o Universo? Não há nenhum problema em responder a essa pergunta, pois a ciência nos fala que tudo isso veio do Big Bang inicial que deu origem ao Universo. Eu suponho que você já ouviu falar do Big Bang; eu mencionei isto em algumas de minhas outras palestras. Para o presente eu quero dizer que o termo Big Bang é usado para descrever o evento que sinalizou o nascimento de nosso Universo aproximadamente quatorze bilhões anos atrás, acrescentando ou tirando um par de bilhões de anos dessa conta.
A matéria e a energia do Universo podem agora serem investigadas pela ciência até a época do Big Bang. Mas e quanto à misteriosa entidade que nos confere a capacidade da autoconsciência e também de termos experiências com os sentidos, isto é, a capacidade de ver, ouvir, sentir o gosto, o tato e os aromas? Existe algo além da matéria e da energia que nos confere a capacidade de termos experiências internas? De onde vêm essas habilidades? Existiam antes do Big Bang ou evoluíram com a evolução das espécies? Neste caso, como este algo além da matéria e da energia se originou durante o processo de evolução? Aqui existem muitas questões! Eu deveria, neste ponto, mostrar que a ciência também enfrenta algumas perguntas básicas de natureza semelhante.
Hoje não existe nenhum cientista que honre esse nome que duvide do fato que nosso universo se originou do Big Bang aproximadamente quatorze bilhões de anos atrás. Também existe acordo que espaço e tempo vieram à existência com o Big Bang. Isto leva imediatamente a perguntas como: "De onde o Universo retirou a grande energia necessária para o seu começo? Teria o nosso Universo uma mãe de onde ele teria nascido?"
Estas são perguntas que estão sendo ativamente consideradas por alguns cosmólogos e também há teorias relativas a essas perguntas.
É interessante que os Sábios da Índia também especularam em alguns destes assuntos e construíram as suas teorias, se assim eu posso chamar. Em essência, tudo começou com o que antes eu me referi como a Consciência Absoluta. Lembre-se que Consciência Absoluta é um outro nome para Deus, e isto foca em um aspecto de interesse atual para nós.
O Big Bang - O Uno se torna Muitos
Concordemos por um momento que tudo começou da Consciência Absoluta. O que aconteceu então? O Vedanta deu um esboço geral de como o Uno se tornou Muitos - quer dizer qual é a essência da Criação. Consciência Absoluta representa a Unidade. Desta Unidade emergiu eventualmente a diversificação que é característica da Criação. Eu não direi mais nada mas de qualquer modo os detalhes estão bastante delineados. Eu gostaria de recorrer à Sri Aurobindo que afirmava ter a energia da Consciência Primeva percorrido muitas etapas antes de o depósito de energia para o Big Bang estar completo. Eu não sei o que precisamente Aurobindo quis dizer mas minha própria conjetura é que esse cascatear da energia, descendo muitos degraus, pode ser comparado talvez a uma energia potencial que se torna energia cinética e então energia de calor. Uma vez que a minúscula porção de energia que se destacou da Consciência Absoluta se tornou disponível para o Big Bang, este ocorreu, e daí por diante o Universo evoluiu no modo como a ciência tem nos descrito,
Eu quero que você entenda um ponto importante: O Vedanta não contradiz a ciência moderna de nenhuma forma, especialmente os últimos modelos teóricos da origem do Universo e sua evolução subseqüente. Quanto ao que precede o Big Bang, os cientistas ainda estão especulando e eu não estou seguro se quaisquer destas especulações já podem ser provadas. Isto significa que se os cientistas tacharem o quadro que o Vedanta faz pré Big Bang como mera especulação, então eles não estão fazendo nada melhor.
Consciência está além de Matéria e Energia
Eu desejo saber se você pôde pegar o que eu tenho tentado trazer desde o princípio.
Basicamente é isto: primeiro, há nos seres vivos uma capacidade sem igual chamada Consciência. Segundo, esta Consciência não é do mesmo material da matéria e nem da energia. Em terceiro lugar, a Consciência deve ter estado presente desde o tempo em que nosso Universo entrou em existência, como um pano de fundo do cenário cósmico. Há alguns outros pontos que eu gostaria de frisar sobre Consciência e seu papel na evolução, mas antes disso, eu gostaria de abordar uma importante questão.Você poderia perguntar, "Há qualquer prova científica relativa à existência da Consciência?" Em outras palavras, a Consciência está de qualquer maneira acessível para a ciência? A resposta é sim. Tudo remete a um homem chamado Robert Jahn da Universidade de Princeton que quase sem querer foi envolvido na investigação científica de fenômenos paranormais. Assim ele descreve isto:
"Meu treinamento é em engenharia e física aplicada, e minha pesquisa estava relacionada com ciência aeroespacial. Em 1978, fui solicitado por um de nossos melhores estudantes para supervisionar um estudo de fenômenos psíquicos. Embora eu não tivesse nenhuma experiência prévia, pessoal ou profissional, eu concordei. Meu papel de supervisão, inicial neste projeto, foi evoluindo para um envolvimento pessoal crescente, e quando o estudante se formou, eu estava persuadido que este era um campo legítimo para um pesquisador tecnólogo trabalhar e que eu gostaria de continuar fazendo essas pesquisas."
Foi dessa forma que Robert Jahn começou a pesquisa de fenômenos paranormais.
Jahn, embora estivesse interessado no assunto, começou como um cético. Porém ele disse a si mesmo " Não vou diminuir a importância disto só porque eu pessoalmente não acredito neste tipo de assunto. Ao invés, eu farei experiências e deixarei que elas decidam por mim" Jahn deve ser felicitado por sua atitude corajosa e objetiva.

Sr. Robert Jahn - Experiências científicas em Consciência
Para resumir uma longa história Jahn começou as suas experiências e achou, para sua surpresa que lá parecia haver algo além de matéria e energia. Jahn não estava muito ansioso para aceitar os resultados obtidos e assim ele fez experiências subseqüentes com muito mais rigor, aprimorando os controles e tudo isso e toda vez ele foi confrontado com o mesmo resultado. Lenta e relutantemente Jahn começou a aceitar que a mente e a matéria poderiam interagir e ele levantou a hipótese que esta interação acontece através da Consciência.
Eu voltarei a isto um pouco mais tarde, agora me deixe dar-lhes um olhar rápido das experiências de Jahn.
Jahn executou muitas experiências, mas as mais importantes pesquisavam a interação da Mente com a Maquina. Aqui vai uma breve descrição daquela experiência. Jahn construiu primeiro uma máquina chamada Gerador de Eventos Aleatórios. Esta máquina produz uma série de pulsos, de forma aleatória, que acontecem ao acaso basicamente. Há testes rigorosos para conferir se a máquina produz impulsos de forma verdadeiramente fortuita ou não.
Tendo então construído a máquina, Jahn obteve um voluntário para sentar-se durante um período considerável de tempo parado em frente ao Gerador de Eventos Aleatórios e constantemente pensando: " Hei máquina, deixe de ser aleatória, deixe de ser aleatória…" Você pensaria que esta é uma coisa bem louca para se fazer. Mas a idéia de Jahn era esta: se uma pessoa tentasse mudar o comportamento da máquina através do processo de pensamento completamente voluntarioso, haveria alguma resposta da máquina? O cientista nele falou: não vai; mas o investigador nele disse: espere pelo resultado para se decidir.
Mente sobre a Máquina
Assim, o que encontrou Robert Jahn? Ele achou que muitos voluntários, que eram altamente focados, conseguiram perturbar a máquina e fazê-la sair de seu comportamento fortuito habitual.
Levou muito tempo para Jahn para ser convencido disto, mas quando ele assim o foi, começou a dedicar todo seu tempo à interação da mente com a matéria. Em décadas de pesquisa intensiva, veio Jahn à conclusão que a Consciência era um campo, como o campo eletromagnético e o campo gravitacional, muito familiares aos físicos. Jahn também publicou muitos documentos em que ele descreve teorias quânticas dos Campos de Consciência. Quanta aceitação há das idéias de Jahn na comunidade científica? Não muita, eu temo. Para começar não muitos se importaram em estudar os seus escritos. Entre esses, os amigos de Jahn, balançavam as suas cabeças e murmuravam " pobre Robert , o que aconteceu com ele? Por que ele está desperdiçando o seu tempo fazendo este tipo de pesquisa em vez fazer o tipo em que ele é tão bom?" Outros que o conhecem mas não são tão bondosos, ironizam e desmerecem sua capacidade. A comunidade científica neutra desfere severos ataques às suas experiências, apontando a falta de rigor na análise estatística e a classificam de pseudo-ciência. A propósito, muitas experiências importantes em física foram atiradas ao chão com a acusação de falta de rigor estatístico. Principalmente quando se trata de áreas não convencionais na pesquisa científica, a experiência é posta para descansar com um obituário do tipo, "Aqui descansa uma vítima da pseudo-ciência, que morreu por falta de rigor estatístico." Mas tudo isso não parou alguns investigadores valentes que seguiram em frente nas pegadas de Jahn, com as suas próprias experiências, com variações das experiências de Jahn, e chegaram à conclusão que há tal coisa chamada Consciência.
Eu suponho que tudo isso deve divertir os crentes na Consciência. Afinal de contas, não vimos como pessoas são curadas de doenças graves, só com oração? Como pode a oração que se origina na mente sutil e até mesmo no coração, ainda mais sutil, afetar a bioquímica de um corpo doente? Deve haver alguma interação de Mente-Matéria. Eu acredito, como Jahn, que esta interação acontece pela intervenção do Campo de Consciência.
O Aparecimento da Mecânica Quântica
Existe algum sinal no mundo físico da presença desta Consciência, que tenha sido detectado pela Física? Eu acredito que há um muito forte, e a isso eu recorrerei agora. Entre em 1925 e 1930 a Física passou por um grande período revolucionário quando uma completamente nova Física foi descoberta. Eu estou me referindo à descoberta da Mecânica Quântica Antes dela tínhamos o que é chamado Mecânica Clássica, para a qual Newton deu o começo.
Mecânicas Clássicas são essencialmente deterministas. Se uma bala é atirada com certa velocidade e em uma direção particular, nós podemos, usando as regras da mecânica clássica, calcular a trajetória inteira da bala com precisão. Durante aproximadamente trezentos anos ou mais, as mecânicas clássicas foram de sucesso em sucesso. Mas quando foram descobertos o átomo e sua estrutura, no começo do século vinte, foi constatado que as mecânicas clássicas não eram suficientes, em se tratando do domínio atômico. Os resultados calculados usando mecânicas clássicas eram drasticamente diferentes dos que as experiências mostravam, e parecia como se uma nova mecânica fosse necessária, especialmente no mundo microscópico dos átomos.
Em alguns poucos anos, mentes brilhantes vieram com precisamente o que era necessário, e com um jogo completamente novo de regras, para dizer isto de uma forma diferente, a mecânica quântica tinha sido descoberta.
Bohr e Einstein: Relatividade X Mecânica Quântica.
A princípio as pessoas estavam muito emocionadas com estas novas regras da mecânica quântica, porque tudo funcionava maravilhosamente bem. Naquela fase as mecânicas foram consideradas simplesmente como uma nova ferramenta, notável, mas poucos se importavam com o que exatamente significavam.
Mas havia alguns que se aventuraram além das regras que funcionavam e desejaram saber seus fundamentos, qual a nova filosofia que estava além da nova mecânica. Os dois cientistas proeminentes neste grupo eram Niels Bohr, da Dinamarca e Albert Einstein. Bohr deu interpretações brilhantes enquanto Einstein ficava balançando a sua cabeça em discordância.
Na realidade Bohr e Einstein tiveram debates públicos em muitas conferências,
com Bohr discutindo vigorosamente em defesa da mecânica quântica e
Einstein se opondo a isso.
Agora, por que Einstein tinha tão forte resistência à tal de mecânica quântica, sendo que ela trabalhava tão bem para explicar as coisas tão formosamente onde as mecânicas clássicas haviam falhado? Havia uma razão filosófica profunda atrás das objeções de Einstein.
Pelas regras da mecânica quântica, os eventos não acontecem de uma maneira de determinista, como exigiu a teoria clássica, mas de uma maneira probabilística. Esta idéia era totalmente inaceitável para Einstein. É interessante que Einstein destronou a mecânica Newtoniana, que era clássica. Mas de certo modo, a mecânica relativista de Einstein era clássica, sendo uma extensão da Mecânica de Newton. Não tinha, portanto nenhum espaço para acontecimentos fortuitos. Tão forte era a objeção de Einstein que ele e seu bom amigo Niels Bohr discutiram veementemente durante muitos anos.
Prof. Einstein and Bohr
Einstein começaria descrevendo uma experiência imaginária - ele usou a palavra em alemão gedanken experimento, uma palavra que se tornou uma parte do vocabulário da física desde então. Einstein descreveria uma experiência e discutiria como ela violava a mecânica quântica. Bohr se levantaria então, clarearia um pouco a garganta, e diria "Ah, veja Professor, mas você negligenciou este ponto."
Bohr iria então mostrar como o raciocínio de Einstein estava viciado e que então, as objeções dele não estavam corretas. Em certo ponto Einstein simplesmente ignorou todas as objeções de Bohr com estas palavras: "Deus não joga dados," significando que a mecânica quântica não pode ser verdadeira. Isto continuou por aproximadamente três anos, até que, em um encontro famoso, Einstein entrou para cima com tudo, com outro gedanken experimento.
Este parecia férreo e invencível Parecia assim, até que Niels Bohr se levantasse e apontasses uma falha sutil, mas fatal.
Einstein foi demolido.
Ele teve que ceder, mas não foi convencido da credibilidade da mecânica quântica. Ele concordou que ela parecia trabalhar e era talvez um conjunto de regras que funcionavam, mas não uma verdade última. Ecoando os seus sentimentos, Einstein disse, "Sutil é o Senhor, mas malicioso Ele não é." Esta declaração de Einstein como também a outra de que "Deus que não joga dados" é citada freqüentemente, e na realidade, em Princeton, uma declaração "Sutil é o Senhor Deus…" está gravada em um lugar proeminente.
A propósito, eu também queria mencionar que embora tivessem diferenças fortes de opinião em assuntos científicos, Einstein e Bohr eram bons amigos.
Eu recordo de uma conferência de Bohr em Bombay, em 1959, quando falou dos debates com seu amigo Einstein. Bohr tinha bem mais de setenta anos, e nós não podíamos entender bem o que ele dizia. Havia um forte sotaque em Bohr, e para fazer as coisas piores, a acústica era terrível.
Também, eu não sabia muito então de mecânica quântica de modo que entrou por um lado e saiu por outra da minha cabeça. Mas isto eu lembro muito bem: em certo ponto Bohr começou a chorar. Parecia como se ele estivesse chateado por derrotar o seu querido amigo em um argumento. Preste você bem atenção, esse debate a que ele se referia fora 30 anos atrás e Bohr não pôde agüentar pensar na tristeza que ele tinha então causado a Einstein.
Física e Vedanta
Agora, por que eu estou mencionando tudo isso? Que conexão isso tem com Vedanta? Isso é o que eu considerarei em seguida. Veja você, Einstein não estava demolido, de fato. O debate Einstein-Bohr aconteceu em 1930 mais ou menos. Em seguida Hitler subiu ao poder na Alemanha e Einstein, sendo um judeu, foi-se para a América porque os judeus não tinham nenhum lugar na Alemanha de Hitler. Einstein foi para Princeton, onde em 1936 publicou um trabalho no qual propunha outro experimento gedanken que revelava a principal contradição interna na mecânica quântica. Na Dinamarca, Bohr estudou profundamente esse trabalho. Depois, ele escreveu uma resposta em que contradizia a tese de Einstein, que é conhecida por físicos com EPR, porque junto a Einstein havia dois outros autores: Podolsky e Rosen. Desde esse tempo Einstein não mais participou de debates. Por quê? Se fosse levada seriamente, a teoria de Bohr significava que a relatividade seria violada e que sinais poderiam viajar com velocidade infinita. Mas isso era impossível, assim, educadamente Einstein disse: "Sinto muito, Bohr, mas isto é inaceitável. Nada pode viajar mais rapidamente que a luz. Você sabe que isso é impossível. Como você espera então que eu aceite este argumento?" O argumento de Bohr era: "eu sei há um problema aqui, mas eu estou certo que a mecânica quântica é verdade e que a Natureza tem algum mecanismo misterioso que explicará a sua objeção."
Experiências Apontam para a Conectividade Global ,
Esses assuntos perduraram até os anos setenta. As pessoas tinham esquecido quase completamente os debates e só filósofos preocupavam-se com isso. Entretanto, um belo dia, graças a avanços notáveis em tecnologia, muitos cientistas, particularmente na Franca, começaram com experiências das do tipo proposto por Einstein para provar que Bohr estava errado, ou experiências gedanken. E o que acharam eles? Eles acharam que Bohr realmente tinha razão. Em outras palavras, apesar da firme fé de Einstein na relatividade, os experimentos provavam que as mecânicas quânticas realmente estavam corretas.
Isto levantou então uma pergunta filosófica profunda. Einstein disse que se a mecânica quântica realmente funcionava, então significava que os sinais poderiam de fato viajar mais rapidamente que a luz; mas isto era impossível! Porém, os cientistas tinham demonstrado que a mecânica quântica agora estava funcionando até mesmo na experiência EPR. Isso significava que algo estava viajando mais rapidamente que luz; e isto, acabava com a teoria da relatividade. Mas, os cientistas pensaram em tudo e finalmente disseram, "não, não há nenhum sinal viajando, de fato, e assim não há nenhuma violação da relatividade". O que estava acontecendo nas experiências francesas era uma conectividade estranha e sutil que unia tudo em uma escala global. Se uma pessoa ignora esta conectividade e olha as coisas peça por peça, então teria que invocar sinais que viajam e tudo isso; mas se uma pessoa tem em mente as conexões globais sutis, então realmente não há nenhuma contradição com a relatividade.
Isto é o que os peritos concluíram depois de examinar todos os argumentos.
Vamos deixar bem claro os seus resultados porque eles são muito importantes. Basicamente, os pesquisadores quânticos estavam dizendo agora: "escute, povo, ignorarmos que existe uma conectividade sutil global, faz parecer que a relatividade está sendo violada na experiência de EPR". Isto porque o aparato do experimento é feito de distintas peças e pulsos que teriam de viajar de uma distinta entidade para outra a uma velocidade que excedesse a velocidade da luz. Mas se nós incluirmos a conectividade global nesse contexto então haverá uma e somente uma entidade, portanto não haverá nenhuma necessidade dos sinais viajarem e portanto não haverá nenhuma violação da relatividade. A Mecânica Quântica está segura e as preocupações de Einstein também foram contempladas.
O Único Indivíduo é o Universo Inteiro
Eu sei que tudo isso pode soar um pouco misterioso neste momento misterioso, mas por favor sejam pacientes comigo por um momento. Enquanto isso escutem o que diz Gary Zukov em seu livro, The Dancing Wu Li Masters:
"As implicações filosóficas da mecânica quântica são que tudo em nosso Universo, [incluindo a nós mesmos] que parece existir independentemente, na verdade são partes de um Único Todo."
Sr. Gary Zukov

Prof. Chew da Califórnia põe isto mais diretamente:
"O único indivíduo é o Universo inteiro!"
Se você pensar nisto, esta é uma declaração surpreendente ao vir de um físico. O que Chew está dizendo é que não há muitos, só há Um! Esta Unidade é subjacente em todas as entidades que nossos sentidos percebem como muitos, e é mantida por um misterioso Algo que parece estar além do espaço e do tempo. Mecânicas Quânticas falhariam se houvesse uma realidade desconectada, porque então a relatividade explicaria melhor aquilo a que chamamos de realidade.
Porém, parece haver uma unidade sutil subjacente graças a qual não há nenhuma desconexão entre todas as coisas. Relatividade não entra neste quadro e a mecânica quântica faz um belo trabalho.
Isso tudo é uma explicação bem simples, sem dúvida nenhuma, mas fiel ao rigor dos argumentos científicos. Se você não seguiu tudo aquilo que eu disse, lembre-se somente disto, uma parte mais filosófica da ciência moderna está nos falando que o que nós normalmente percebemos como muitos seres distintos, na realidade são um único ser! Para propósitos normais, nós poderíamos tratar a todos como entidades distintas diferentes uns dos outros, mas em um nível principal e mais amplo todos são manifestações aparentemente diferentes de um único ser.
As assim chamadas diferentes partes desse ser único tem de fato uma conectividade subjacente universal. E há Algo além do espaço e do tempo que confere esta conectividade.
Deus deve estar além do Espaço e do Tempo
Agora, por que esse Algo que confere a unidade está além do espaço e do tempo? Porque se fosse limitado pelo espaço e pelo tempo, teria também de respeitar a relatividade. Mas esse misterioso Algo parece estar isento da relatividade, o que só pode acontecer se estiver além do espaço e do tempo. Este é um notável achado da ciência moderna e poucas pessoas parecem ter percebido suas implicações filosóficas. Eu mantenho que esse misterioso Algo que dá a conectividade universal da Unidade, nada mais é do que o que nós chamamos Consciência.
Para propósitos normais, nós poderíamos tratar a todos como entidades distintas diferentes uns dos outros, mas em um nível principal e mais amplo todos são manifestações aparentemente diferentes de único ser.
As assim chamadas diferentes partes desse ser único tem de fato uma conectividade subjacente universal. E há Algo além do espaço e do tempo que confere esta conectividade.
Deus deve estar além do Espaço e do Tempo
Agora, por que esse Algo que confere a unidade está além do espaço e do tempo? Porque se fosse limitado pelo espaço e pelo tempo, teria também de respeitar a relatividade. Mas esse misterioso Algo parece estar isento da relatividade, o que só pode acontecer se estiver além do espaço e do tempo. Este é um notável achado da ciência moderna e poucas pessoas parecem ter percebido suas implicações filosóficas. Eu mantenho que esse misterioso Algo que dá a conectividade universal da Unidade, nada mais é do que o que nós chamamos Consciência.
E, é claro, Consciência está além do espaço e do tempo.
Isto levanta muitas perguntas, como: "Havia a Consciência desde o princípio, desde o nascimento do Universo ou só se manifestou quando os seres vivos entraram em existência?"
Acredito que a resposta é muito simples. A Consciência sempre existiu, sempre esteve lá, mesmo antes do nascimento do Universo. E, de acordo com o Vedanta, o Universo se originou na verdade da Consciência Primal.
O Papel da Consciência na Evolução
OK, que papel tem a Consciência durante a evolução do Universo? Eu acredito que desde o momento do Big Bang a Consciência estava como um fundo invisível contra o qual acontece toda a evolução. Isto suscita uma pergunta, "Quer isto dizer que a matéria inerte tem Consciência?" Eu pensaria que como sugerem as experiências francesas que resolveram o EPR, a matéria inerte também é penetrada pela Consciência. Lembre-se que EPR se refere aos problemas colocados por Einstein em 1936. Os devotos podem recordar a famosa história dos sáris chorões. Sem dúvida nenhuma foi Hislop quem narrou esta história, mas eu citarei para você uma versão do próprio Swami sobre o incidente. Isto é o que diz Swami:
"Eu pedi que cem sáris fossem trazidos, de forma que eu pudesse selecionar alguns para distribuir às mulheres trabalhadoras em Anantapur, que estavam ajudando a construir uma Faculdade Sathya Sai. Eu selecionei 96 e lhes pedi que devolvessem quatro à loja.
Mais tarde quando eu passei perto de uma mesa na qual os quatro sáris descartados foram mantidos, notei que de uma caixa de papelão onde eles estavam, gotejavam lágrimas! Eles choravam por que eles não foram escolhidos por mim. Hislop estava ao lado da mesa. Sim, eles tinham derramado lágrimas!"
Por este notável incidente Swami ensinou Hislop que até mesmo a assim chamada matéria insensível e inanimada tem Consciência e auto consciência.
Isto me leva ao ponto central sobre o papel da Consciência na evolução. Acredito eu o seguinte:
Desde o momento em que nasceu o Universo a Consciência sempre esteve presente, como um pano de fundo ou suporte. Espaço e tempo se expandiram contra este fundo sutil, primordial e invisível.
De certo modo, é como o éter das físicas clássicas que, a propósito, é um conceito descartado faz um século. Eu estou mencionando o éter somente como uma analogia para o benefício dos que estudaram físicas clássicas. A física clássica supunha que o éter era sem peso e todo penetrante em tudo do Universo. Eu acredito que descrição é eminentemente aplicável para o conceito de Consciência que penetra o Universo.
Deve se notar que embora espaço e tempo, como nós os conhecemos, só entraram em existência quando o Universo em que nós moramos nasceu, a Consciência sempre esteve lá, e sempre estará.
Por isto a Consciência é considerada a forma abstrata de Deus. Os Vedas declaram isto assim: Prajnanam Brahma.
Evolução acontece tendo como fundo a cortina da Consciência que penetra o Universo. Quando eu digo evolução, eu quero dizer tanto a evolução do Universo físico como também a evolução dos seres vivos em nossa Terra, que tem acontecido por aproximadamente três e meio bilhões de anos.
Como comparação, a Terra tem aproximadamente quatro bilhões e meio enquanto o próprio Universo tem aproximadamente quatorze bilhões de anos. Na Terra de hoje, nós temos tanto seres vivos como não vivos ou, matéria sensível ou insensível. A Consciência penetra tudo; não há nenhuma exceção.
Consciência Ativa e Passiva
Porém, há um corolário importante que eu devo acrescentar. Consciência não se manifesta em igual medida em todas as entidades da Terra. Isto significa o seguinte. Primeiramente, a Consciência parece se manifestar em um de dois possíveis estados, o estado passivo e o estado ativo.
Nos materiais ou entidades ditas insensíveis, a Consciência está presente em estado passivo, enquanto nos viventes sensíveis, está presente no estado ativo. Eu tenho de acrescentar que nenhum livro de Vedanta faz tal declaração; esta observação está baseado em minhas próprias reflexões e no meu treinamento como um físico.
É o que nós poderíamos nos referir como um modelo plausível. Baseado neste modelo, eu submeto a idéia que a Consciência se manifesta quando um ser faz a transição de um estado passivo para um estado ativo. Considere uma semente. Pode jazer em algum lugar por muito tempo. Mas quando é plantada e molhada, de alguma maneira misteriosa a vida nela se manifesta
Novamente, considere o feto no útero da mãe. Durante as primeiras semanas ele é como um simples crescimento dentro da mãe. Entretanto, depois de algum tempo o feto começa tendo uma vida misteriosamente sua, distinta da vida da mãe.
O que causa a transição de Consciência do feto de um estado passivo ao estado ativo? Eu não sei, mas eu não seria pego de surpresa se estiver associado com algum amável cruzar de limiar.
Há um ponto crítico, o qual uma vez cruzado, a Consciência aparece entrar em ignição e fica ativa.
A propósito, a natureza tem um sem número de exemplos de tais limiares. Por exemplo, quando a água é esfriada a uma temperatura abaixo de 0 centígrado, se torna gelo. Esquente o gelo e quando ultrapassar a temperatura de 0 graus o gelo se derrete em água líquida.
Eu imagino que o aparecimento de vida em um pedaço de matéria insensível acontece quando algum limiar é cruzado. Eu não sei qual é esse limiar, mas como um físico, eu acredito que é plausível se pensar em um cruzar de limiares. A morte seria um cruzamento de limiar na direção inversa.
Escalando a Escada da Consciência
A seguir vem a pergunta de "quanto" desta Consciência está presente nos vários seres vivos e o que exatamente ela faz. Novamente, aqui, eu tentarei oferecer um quadro plausível.
Eu acredito que nas criaturas vivas o papel da Consciência cresce junto com a evolução e desenvolvimento dos seus órgãos dos sentidos. O que eu quero dizer é o seguinte: na mais baixa forma de criaturas vivas, não há olhos, ouvidos, etc., do modo como nós os conhecemos. Ainda, estas criaturas têm algum senso de consciência de que elas existem, e fazem ajustes com o mundo externo que as cerca; isto é elas interagem com o seu ambiente. Em tais criaturas, eu imaginaria, que a manifestação da Consciência ativa estaria em um nível bem baixo
Vamos agora subir a escada da evolução e falar sobre os macacos dos quais é suposto que todos nós evoluímos. Eu diria que a Consciência ativa em macacos é bastante alta, mas restrita à cognição do mundo externo.
A Capacidade da Consciência Humana: Consciência do Criador
Vamos agora aos seres humanos. Aqui, a Consciência realmente floresce. No caso dos animais sua capacidade de estar consciente é restrita à consciência do mundo externo. Esta capacidade para estar atento ao mundo externo é necessária para a sobrevivência, e é por isso que Deus deu essa capacidade. Humanos têm essa capacidade também, porque eles também precisam sobreviver. Mas graças ao poder do cérebro humano, o qual, incidentemente, também é uma bênção de Deus, os humanos não só podem ver e experimentar o mundo externo, mas podem até mesmo manipula-lo. Por exemplo, o Homem explora o óleo que é subterrâneo e então bombas trazem para fora, até mesmo do fundo do mar.
Mas os seres humanos também superam os animais em outro aspecto importante. Diferentemente dos animais, eles podem ver dentro de si mesmos; eles têm esta capacidade especial. É uma outra questão o fato de que nem todos fazem uso dessa habilidade, mas fato é que os seres humanos têm esta bênção. O que quer dizer olhar para dentro de si mesmo? Significa ser capaz de ressoar com o Coração e desenvolver sentimentos de amor, compaixão paciência, etc.... Significa ser capaz perceber que por detrás da Criação, há um Criador. Só os seres humanos têm essa capacidade para estar consciente do Criador. É por isso que Swami freqüentemente diz que nascer como humano é uma grande bênção. Que deixa de ser uma bênção, é claro, se a pessoa teimar em ser um escravo dos sentidos. Espero ter incutido em vocês a sensação de estar evoluindo em um Universo em evolução e que a terra é uma manifestação visível da Consciência. Este é o lugar certo para eu citar George Wald, um cientista de Harvard, ganhador do Prêmio Nobel. Diz de ele:

"Uma idéia tem vindo muito a mim ultimamente, como uma idéia nova e extraordinária, ao mesmo tempo sedutora e repelente, pois ela choca-se com as minhas sensibilidades de cientista. Então, eu percebi com algum embaraço o que muitos perceberam antes, tanto os místicos quanto alguns físicos mais investigativos do pensamento filosófico.
É a visão de que este Universo cria vida e consciência porque a Consciência é sua fonte, porque o Universo, em ultima analise, é feito de matéria mental. O que nós reconhecemos como o Universo material, o Universo do espaço-tempo e das partículas elementares e energias, é de fato um Avatar, a materialização da Consciência Primal. Neste caso, não há nenhuma espera pelo surgimento da Consciência, pois Ela sempre está presente, tanto no princípio como no fim. O que nós esperamos da evolução da vida é somente o nosso Avatar final, isto é, o aparecimento de corpos auto conscientes que podem articular a Consciência, recebendo Dela, voz, cultura, literatura, arte e ciência. "

Esta é uma declaração surpreendente, vindo de um Nobel de Harvard. Erwin Schrodinger, um dos fundadores da mecânica quântica, terminou também com Advaitam. Assim você vê, a Consciência Primal conhecida pelos Rishis antigos através das suas meditações é onde os pensadores sérios dos tempos modernos também terminam. Este é um outro modo de dizer que Deus é a Última Realidade, e os grandes pensadores de todas as eras aceitaram isso.
A Vida Dota a Terra com Beleza e Diversidade
Seguindo em frente, eu quero chamar sua atenção para um importante fato que muitos de nós esquecemos. Você sabe que este Universo é vasto. Ele tem bilhões de bilhões de estrelas como o nosso Sol, e tem muito espaço vazio. Entre esse bilhões e bilhões de estrelas, só uma pequena fração, muito minúscula de estrelas, tem planetas; e desta minúscula fração, uma fração ainda mais minúscula pode ter um planeta como nossa terra, satisfatório para apoiar a vida. Em outras palavras, se a vida, da forma como a conhecemos aqui, existir em algum outro lugar do Universo, deve ser uma ocorrência muito rara.
Por que eu estou mencionando isto? Por uma boa razão. Veja você, se você comparar um planeta morto como Marte com a Terra, você achará uma variedade incrível na Terra que você não acharia em qualquer outro planeta do sistema ou em qualquer planeta em qualquer lugar. É só a vida que dota a Terra de tanto beleza e diversidade. Olhe para as plantas e árvores, que variedade maravilhosa que nós temos, desde o musgo até árvores como a sequóia canadense! E então, considere os peixes e os animais, que variedade maravilhosa e colorida! Você alguma vez viu as formações de coral sob o mar? Como eles são maravilhosos!
A Glória da Manifestação da Consciência
Onde quer que nós olhemos há uma beleza não encontrada em planetas sem vida. Há uma glória maravilhosa de manifestação da Consciência, ou Deus, em todos os lugares, nesta Terra viva, e a isto é que George Wald se refere como o Avatar. E a glória maior é o ser humano que tem uma especial capacidade de reconhecer Deus. Mas, infelizmente, o homem não se esforça freqüentemente para reconhecer a presença de Deus ao seu redor ou dentro dele. É por isso que Deus veste uma forma humana, para viver entre eles e educar o homem, como Ele está fazendo agora mesmo.
Espero tê-los motivado a gastar algum tempo contemplando essa coisa chamada Consciência e ver o mundo numa perspectiva maior, como os nossos videntes Védicos sempre viram. Tal percepção é agora mais necessária do que nunca, considerando os perigos que estão à frente da humanidade e do planeta. Eu penso que já falei bastante. Deixe-me lembrar uma vez mais que esta é a última conversa em minhas séries intituladas Através dos Vedas. Eu tenho feito palestras durante mais de dois anos e esta é a primeira vez eu tentei uma série longa assim. Eu espero que tenha sido útil para vocês.
Isso é tudo que eu tenho para dizer no presente e eu agradeço que tenham estado comigo ao longo destas palestras.
Eu espero que os beneficiem tanto quanto fez a mim.
Deus os Abençoe.
Om Sai Ram

Nota: Este artigo foi traduzido do texto em inglês das palestras levada ao ar na Radio Sai em Prashanti Nilayan pelo professor G. Venkataraman em 2006

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