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  Márcio Passos
A Quintessência dos Vedas nos Ensinamentos de Sai Baba

Por Shri B. N. Narasimha Murthy
Tradução de Marcio Passos

Esta é a transcrição do discurso de Shri B. N. Narasimha Murthy na divina presença no dia 19 de agosto de 2006, na véspera do Poornahuthi do sagrado Athi Rudra Maha Yagna.

Om Sri Sai Ram.
Eu ofereço meu humilde e amoroso pranamas aos pés de lótus de nosso Divino Mestre Amado, Bhagavan Baba.

Respeitáveis anciões, Adhvaryu (o sacerdote principal) deste grande Yagna - Shri Nanjunda Deekshith e sua dedicada equipe de Rithviks, meus queridos irmãos e irmãs.

(Em Telugu)
Bharatha deshamu vedala pattukomma
Yagna yagadhi krathuvalakaatapattu
Pekku Avatharamula ganna pedda thalli
Neethi niyamala roopu ee Thyaga Bhoomi

“A grande terra de Bharath é o esteio dos Vedas. Ela é o domicílio de todas as cerimônias sacrificais - Yagas, Yagnas e Krathus. Ela é a grande mãe que deu à luz muitos Avatares. Esta terra de sacrifício é a própria incorporação da moralidade e da reta conduta.”

A Alma da Índia fala
Esta é a voz da alma da Índia que fala hoje através de nosso amado Senhor Bhagavan Sri Sathya Sai Baba. Neste lindo poema cantado por Bhagavan no começo de um dos seus discursos sobre os Vedas, há cinco entidades. A Terra Mãe, Bharath (a Índia); os Vedas; os Yagas, Yagnas e Krathus (sacrifícios); os Avatares; e a moralidade e a reta conduta na sociedade humana.
Todos estes cinco são tão inexoravelmente entrelaçados, inseparáveis e interdependentes, que eles não podem existir um sem o outro. Onde há um deles, há os outros quatro! É por isso que Romain Rolland, o grande filósofo e escritor francês, declarou: “Se há um lugar na face da terra que tem sido o lar para os mais altos sonhos da existência humana desde os tempos mais remotos quando o Homem começou o sonho da existência, esse lugar é a Índia!”
Estes são os sonhos mais altos dos homens de qualquer nação. Os elevados ideais estabelecidos nos Vedas, o idealismo que se manifesta no Yagas e Yagnas, a missão divina do Avatar, e a moralidade e a reta conduta na sociedade humana - estes são mais altos sonhos de todos os homens e mulheres de bem no mundo inteiro! É por isso que o Rigveda diz: “Ano bhadrah krathavo yanthu vishwathah” (Sânscrito) – “Possam os nobres pensamentos virem de todos os lados”.

Reavivando os Vedas
Esses são os sonhos de todos os grandes homens, todos os grandes pensadores que estão interessados no Loka Kalyana - o bem-estar do mundo. O grande santo poeta Jayadeva canta no começo do seu imortal poema Gita Govinda, a Canção Celestial:
“ Vedan uddharathe Jagannivahathe Bhoogolamudhvibhrathe” (Sânscrito)” -
“O Avatar reaviva os Vedas e redime o mundo.”
A revivificação dos Vedas e a sobrevivência deste planeta Terra são interdependentes; eles são inseparavelmente unidos. É por isso que hoje uma das principais missões de Bhagavan é Veda poshana - revivificação do Vedas.

Estrangeiros cantam os Vedas
Pela primeira vez na história do mundo, nós temos os cantos Védicos ressoando no mundo inteiro, em mais de cem países; é o Divino Sankalpa (vontade) de nosso Senhor Bhagavan Sri Sathya Sai Baba. Nunca antes na história de gênero humano isto aconteceu!
Da Islândia ao Norte à Nova Zelândia no Sul, do Alasca no extremo Oeste ao Japão no extremo Leste, pessoas estão cantando os hinos Védicos.
Onde mais, senão aqui - na santa presença do nosso Divino Mestre - podem as crianças do Irã, da América e da Rússia cantarem os Vedas? Isso é possível aqui e só aqui! Nós temos nos acalentado na glória do Athi Rudhra Maha Yagna durante os últimos dez dias. “Atho Rudhrajapaadeva Bhukthimukthi prasiddhyathah” (Sânscrito). Esta é uma das declarações do Shivapurana. Cantando o Rudhram, a pessoa ganha bhukthi e mukthi (devoção e riqueza material); isso é exatamente o que nosso Senhor nos assegura - “Nannu namminavariki Nenu annamu maathrame kaadhu, amrithamu kooda isthanu” (Telugu).
Esta é a promessa feita por nosso Senhor - “Eu concederei a todos que confiarem em mim, todas as suas necessidades materiais e também a realização espiritual.” Este é o benefício que este Yagna traz para o mundo. Em nome de todos os que estão juntos aqui e de todos que, no mundo inteiro, aderem às culturas espirituais, eu ofereço gratos pranaamas aos pés de lótus de nosso Senhor por nos conceder esta maravilhosa oportunidade.

Shri Nanjunda Deekshith
Eu ofereço meus parabéns a Shri Nanjunda Deekshith e a sua dedicada equipe de Rithviks que tem executado este Yagna com grande Bhakthi e Shraddha – devoção e sinceridade de propósitos.
Durante os últimos dez dias nós vimos um laço de amor e afeto desenvolver-se entre Bhagavan e os Rithviks. Swami disse, ontem a tarde, durante o Seu divino discurso, “Meeru Nannu vidichi unda leru, Nenu Mimmalanu vidichi unda lenu” (Telugu) – “Vocês não podem viver sem de mim e eu não posso viver sem vocês”. Que maior tributo pode ser pago ao Shraddha e Bhakthi (sinceridade e devoção) desses eminentes estudantes védicos? Eu também felicito Sri Vinay Kumar, o líder da ala jovem de Karnataka e o seu devotado time de devotos, homens jovens, que têm administrado este Yagna com eficiência impecável e unidade maravilhosa.

A Mãe Divina Preside sobre nós
Por que Swami permitiu a execução deste Yagna na Sua presença divina?
É o divino sankalpa, de Swami que o permitiu. Claro que há um instrumento humano que Swami incitou a propor e rezar para o desempenho deste Yagna.
No Lalithaa Sahasranaamam (mil e oito nomes da Mãe Divina), a Mãe Divina é adorada com mil nomes que são entesourados em cento e oitenta e três shlokas (ou estrofes). A estrofe cento e sessenta e quatro é assim:

Samsaarapankanirmagna Samuddharanapandithaa
Yagnapriyaa Yagnakarthree Yajamaanaswaroopini (Sânscrito)

Estas duas linhas formam um shloka. Se você estudar o Lalithaa Sahasranaamam meticulosamente, você achará que as duas linhas de qualquer shloka geralmente têm o mesmo tema. Para ilustrar este ponto, deixe-me citar a estrofe sessenta e oito do Sahasranaamam que descreve a relação entre a Divina Mãe e os Vedas.

Shruthi seemantha sindhoori kruthapaadaabjadhoolika
Sakalaagamasandhoha shukthisamputamaukthika (Sânscrito)

Aqui você vê que há um tema comum que traspassa o shloka. Esta estrofe é conhecida pela beleza e melodia da poesia de Hayagreevamuni (Sábio Hayagreeva) que compôs o Lalithaa Sahasranamam. A primeira linha é ‘Shruthi seemantha sindhoori kruthpaadaabjadhoolika '. Significa, “Se os Vedas tivessem a forma de uma moça, você acharia uma marca de sindhoora (vermillion) na testa larga e brilhante dela”. Aquele sindhura na testa da Shruthi Devi (ou Mãe dos Vedas) “é feita com o pó que há sobre os pés de nossa Divina Mãe.”
A próxima linha é ‘Sakalaagamasandhoha Shukthisambutamaukthika. '
“Se todos os Vedas formarem uma concha, há uma pérola escondida dentro dela; essa pérola adorna o nariz de nossa mãe divina como uma jóia.”
Mas na estrofe antes citada por mim, isso é a de número cento e sessenta e quatro, aparentemente não há nenhuma ligação conectando as duas linhas. A primeira linha desta estrofe é - ‘Samsaarapankanirmagna samuddharana Pandithaa ', significa que Ela é que redime os homens e mulheres que estão presos na lama de samsaara ou no pântano do materialismo. Ela tem muitas estratégias para fazer isto; ela faz isto de muitas formas. A segunda linha é ‘Yagnapriyaa Yagnakarthree Yajamaanaswaroopini. ' que significa, ‘Ela ama Yagna, Ela executa Yagna e Ela preside o Yagna. ' Você tem aqui nossa Divina Mãe, Sai Lalithaa, presidindo este Athi Rudhra Maha Yagna com amor e graça.

O Propósito Principal de Yagna
Aparentemente parece não haver nenhuma ligação entre os temas destas duas linhas da estrofe. Eu achava isso até que eu viesse a Prashanthi Nilayam para participar deste Yagna. Agora está muito claro a mim que há uma relação temática entre as duas linhas. Agora você saberá também o que eu quero dizer! Yagna é um dos meios Dela resgatar a todos nós, resgatar todo o gênero humano que está lutando e está sofrendo na lama de materialismo. Por este Yagna, Ela quer desviar nossas mentes do mundano ao espiritual, do mundo, para Deus. Esse é o propósito deste yagna! Porque nisso está o segredo de Loka Kalyana - o bem-estar do mundo.
Não é que haja algumas pessoas espiritualizadas e outras materialistas, que formam dois grupos separados e que em uma briga ou um conflito entre os dois triunfariam as pessoas espiritualizadas. Espiritualidade e materialismo estão juntos no mais íntimo dos nossos corações, de todos nós. Só quando a espiritualidade triunfar sobre o materialismo em nossos corações, é que haverá o bem-estar da humanidade. E Swami põe isto em palavras muito simples:

“Se há retidão no coração, haverá beleza no caráter,
Se há beleza no caráter, haverá harmonia na casa;
Se há harmonia na casa, haverá ordem na nação;
Se há ordem na nação, haverá paz no mundo.”

É aí que o processo começa; começa no coração humano! Uma vez, nos anos setenta, Swami escolheu os Vedas e a Cultura Védica como o tema principal de um Curso de Verão em Cultura e Espiritualidade Hindus. Swami fez aproximadamente vinte discursos sobre os Vedas. Naquele momento, havia ao redor de Swami alguns homens de grande saber, como Amnaayaartha Vachaspathi Sri Kamavadhani - um grande mestre Védico, Dr. Vinayaka Krishna Gokak - um gigante entre homens de letras e Dr. Bhagavantham - cientista bastante conhecido. Quando eu me lembro da cena desses dias, lembro-me novamente de uma linha bonita do Lalithaa Sahasranaamam. ‘Sachamararamaavaani savyadhakshinasevithaa'.
“No lado esquerdo de nossa Divina Mãe, Lakshmi - a deusa da riqueza, A serve; no lado direito Saraswathi - a deusa do saber, também A serve. Essa é a glória de nossa Divina Mãe - Sai Lalithaa.” É altamente simbólico. Por um lado, há os homens de grande saber, grande conhecimento e grande sabedoria, prontos para servir Swami. E no outro lado, há homens de grande riqueza, muitos magnatas industriais e empresariais que estão prontos para oferecer as suas riquezas no altar da Sua Divina Missão.
Essa é a glória de nossa Divina Mãe Sai Lalithaa.
Swami falou nos Vedas naquele curso de verão. Ele citou exaustivamente os Vedas e Upanishads; Ele citou os comentaristas, orientais e ocidentais. Ele citou Sayanaachaarya e Yaaskaachaarya; Ele citou Max Mueller, Weber, Keith e Winternitz. Dr. Vinayaka Krishna Gokak ficou surpreso.
Ele quis saber, quando Swami estudou tudo aquilo. Ele foi a Swami e submeteu aos Pés de lótus dele uma pergunta - “Swami, Neevu yaavaaga idhannella odhidhiri?” (Kannada) - ‘Swami, quando você estudou tudo isso?” Swami sorriu e respondeu, “Chadhive chadda alavaate naaku ledu. (Telugu) Odhuva ketta abhyaasave nanage illa!” (Kannada) - ‘eu não tenho o hábito ruim de ler livros! ' Foi o que Ele disse!

O Conhecimento Védico Já Existe no Cérebro Humano
Então Swami explicou, “Este é o segredo do aparecimento dos Vedas nas mentes dos sábios e videntes. Todo o conhecimento do universo está lá, disponível através do cérebro humano. Há muitos centros no cérebro; cada centro é a conexão para um tipo particular de conhecimento. Se um homem puder controlar a sua mente e sentidos, focalizar a sua mente em um centro particular do cérebro, todo o conhecimento que flui através daquele centro de conhecimento será revelado a ele!”
Este por isto que nós chamamos os Vedas ‘Apourasheyaas '! Nós queremos dizer que os Vedas não foram compostos por qualquer homem ou mulher! Nós chamamos os sábios e videntes de ‘Manthra Drashtaaras ' - aqueles que viram os Mantras; o significado de tal um título foi revelado por Swami quando Ele contou ao Dr. Gokak, “Assim é que os Vedas foram desvelados aos sábios e videntes. Este é o segredo do aparecimento dos Vedas, que é eterno e que entrou em existência com a criação do universo!”
Na mente do Dr. Bhagavantham, que estava traduzindo o discurso de Swami do Telugu ao inglês, surgiu uma dúvida. Sendo um cientista, ele se questionou se tudo aquilo que Swami revelou nos discursos estava no Vedas! Ele havia esquecido o incidente que tinha acontecido nos bancos do Rio Chitravati, quando ele veio pela primeira vez a Puttaparti. Quando Swami pegou um punhado de areia e derramou nas mãos de Bhagavantham, transformou-se imediatamente em um livro do Bhagavad Gita! Então, ele foi até Kamavadhani e lhe perguntou, “Emandi, Swami cheppedhanthaa Vedamulo undha?” (Telugu)-‘Poderia por favor me dizer se tudo aquilo que Swami disse está nos Vedas? ' Kamavadhani respondeu, “Emi hagavantham garu, meeru ila adaguthunnaru? Swami cheppedanthaa Vedamulo undedhi maathram kaadu, Swami emi cheppithe ade Vedamu!” (Telugu) ‘Que não só tudo aquilo que Swami diz está nos Vedas, mas tudo o que Ele diz é os Vedas. Maate manthramu(Telugu); Sua palavra é os Vedas. Ele é o Vedapurusha; Ele é o Vedajanani (Ele é a encarnação dos Vedas).

Acendendo o Fogo Interno: O Caminho de Sai
Isso explica o propósito deste Yagna. Muitas décadas atrás, alguém perguntou a Swami, “Swami, Você diz que executando Yagas e Yagnas (sacrifícios), nós podemos alcançar Loka Kalyana (bem-estar do mundo). Mas só são executados Yagas e Yagnas na Índia; como ajudará a outros países? Swami deu uma linda resposta-“O mundo é como um trem e a Índia é a locomotiva! Todas as outras nações são como vagões do trem. Nós temos que acender o fogo somente na máquina, não nos vagões!”
É por isso que Arnold Toynbee, o Historiador Britânico, declarou há algumas décadas atrás, “A este momento sumamente perigoso da história humana, há só um modo de salvação para o gênero humano; é à moda da India!” Qual é o modo da India? É o modo de Sai. Esse é o modo dos Vedas. Esse é o modo de Daiva Prema e Jeeva Karunya - Amor a Deus e compaixão para com os seres da mesma categoria. Esse é o modo que conduz à salvação de gênero humano. Todos os problemas do mundo hoje, originam-se da falência de Daiva Prema e Jeeva Karunya no coração humano.

O Hospital Móvel
Agora veja o Sai Kulwant Hall; os acontecimentos aqui são tão simbólicos!. Você tem um Yagna sendo aqui executado, que representa Daiva Prema (Amor de Deus). Um pouco além do portão, do lado externo, você também vê um Hospital Móvel! É simbólico de Swami -Jeeva Karunya - a compaixão Dele para com o gênero humano. O Hospital Móvel que aqui está representa a compaixão de Swami. O Hospital Móvel simboliza todos os projetos de serviço empreendidos por Ele para aliviar o sofrimento do gênero humano.


Fundindo o Ancestral e o Moderno - A Essência dos Upanishads
Você encontra em Swami um grande sintetizador do ancestral e do moderno. Nós vemos o ancestral Yagna; os mesmos cantos Védicos que ressoaram no Naimishaaranya (florestas) milhares de anos atrás, ressoam aqui, em nossa presença, agora.
Em Karnataka, havia um grande poeta filósofo de nome ‘DVG '-o D. V.Gundappa. Ele escreveu:

“Haleberu hosa chiguru koodiralu mara sobagu
Halethathwadhodagoode de Hosayukthi Dharma
RishiVaakyadhodane vignanakale melavise
Janajeevanake de Jasavu Mankuthimma.” (Kannada)

“Se uma árvore tem que parecer bonita, que o seja pela idade das velhas raízes e também por causa das recém nascidas folhas verdes. É por isso que uma árvore fica bonita na primavera - o Vasantharithu. Do mesmo modo, se as estratégias novas da ciência se mesclarem com o ancestral, o eterno e com a filosofia imortal e fundamental revelada pelos Rishivaakya (Sábios), conduzirão ao bem-estar de gênero humano.” Agora olhemos a filosofia dos Vedas que é simbolizada pelas sábias expressões vocais “ A essência dos Vedas é entesourada no Upanishads.” Você acha o zênite da sublimidade da experiência humana na filosofia dos Upanishads. Eu apelo a todos meus irmãos e irmãs aqui, que gostariam de conhecer a essência dos Upanishads, que estudem o pequeno livro escrito por Swami, o ‘Upanishad Vahini '. De acordo com Swami esta é a mais elevada filosofia do Upanishads: “Advaithadharshanam Gnaanam.” A visão da unidade de toda a existência é a verdadeira sabedoria. É, “Anekathwe Ekathwadharshanam.” -‘Vendo a Unidade na Diversidade ou Multiplicidade '.
Essa é a essência dos Upanishads. Como você vê isto? Você não pode ver isto com seus olhos físicos; você tem que experimentar isto. E isso só é possível se você controlar sua mente, sentidos, e conquistar sua consciência corporal.
O Shwesthaashwathara Upanishad diz:
Yasmin sarvaani bhoothani Athmaavaibhooth vjaanathah
Thathra ko moahah kasshokah Ekathwamanupashyathah (Sânscrito)

Que bela forma de expressar a verdade mais alta nas mais simples palavras!
“Para aquele que percebeu que todos os seres no universo são manifestações de um único e mesmo Divino Atma e que experienciou a Unidade de tudo e de todos, onde está Moha – a ilusão? Onde está Shoka – a tristeza?”
Essa é a essência maior dos Vedas.
Se você estuda a literatura Védica, você saberá que esta experiência suprema, da qual um homem é capaz, é alcançada depois de se passar por várias fases de evolução. Não significa que o pensamento e filosofia Védicos evoluíram durante certo tempo para depois alcançar o zênite. A coisa certa para se entender é que os Vedas sinalizam a marcha progressiva da mente humana para a verdade suprema.

As Quatro Fases da Filosofia Védica
Agora eu tentarei dar a vocês uma ampla visão das quatro fases importantes da filosofia Védica. Na parte mais antiga do Rigveda encontra-se, aparentemente, um tipo de politeísmo - adoração de muitos deuses e deusas.
Há uma estrofe assim:

AgnirIndro Varuno Mitrho Aryamaa
Vayuh Poosha Saraswathi Sajoshah
Adhityah Vishnuh Maruthah Swarbruhath
Somo Rudhro Adithihih Brahmanaspathih (Sânscrito)

Primeira Fase: Politeísmo
Adorando a deusa do amanhecer
Você encontrará trinta e três deuses e deusas no Rigveda e eles são categorizados em três grupos. O primeiro deles é Prithvisthaana Devathas - Os Devathas são relacionados com a terra. O segundo é Antharikshasthaana Devathas - Estes são relacionados à atmosfera terrestre. Finalmente nós temos Dyusthana Devathas, relacionados ao espaço exterior. Agni (fogo) é o chefe entre os deuses relacionados com a terra; Indra é o proeminente entre os deuses do Antharikshasthaana, e Varuna, do Dyusthana.
Uma pergunta surge: era politeísmo e adoração da Natureza? Aparentemente parece um processo da deificação de fenômenos e forças naturais. Por exemplo, considere a deusa Ushas, a deusa de amanhecer; só Deus pode compor tão linda poesia com que Ushas é adorada! Só o ‘Kavinaam Kavih ' pode criar tais imagens! Essa foi a primeira fase; eles executavam Yagas e Yagnas, e rezavam para o bem-estar material, dádivas materiais, boa saúde, e todas as coisas necessárias a uma vida confortável e feliz. Claro que, eles rezavam para o amor e graça de vários deuses e deusas.

Segunda Fase: Monoteísmo
Na segunda fase o politeísmo vai lentamente se transformando em monoteísmo. Eles descobriram o Deus Único que se manifesta como vários deuses e deusas:

Indram Mithram Varunamagnimaahuh
Atho divyah sa Suparno Garuthhmaan
Ekam sath vipraah bahudhaa vadhanthi
Agnim Yamam Maatharishwanamaahuh (Sânscrito)

“Há um só Deus, uma só Verdade.
Os sábios O chamam por muitos nomes.
Eles O chamam Indra, Mithra, Varuna, Agni, Suparna, Garuthmaan, Yama ou Maatharishwaan.”

Isso é monoteísmo: adoração de um Deus Único. Isso é a segunda fase.

Terceira Fase: Encontrando Deus Interno
Deus como o morador interno.
Na terceira fase o aspirante espiritual percebe que o Deus que ele está procurando fora, está também dentro dele. Ele é o Antharaathman (morador interno).

Eko Devah sarva bhootheshu goodah
Sarvabhoothaantharathma de Sarvavyaapee
Karmaadhyakshah Sarvabhoothaadhivaasah:
Chetaa Sakshi Kevalo Nirgunascha (Sânscrito)

Esta é uma linda descrição de Deus!

“Há um só Deus, que é o habitante interno em todos os seres,
Ele penetra tudo; Ele reina acima de todas as atividades do universo.
Ele é a consciência - o Chitaa. Ele é a testemunha eterna - o Sakshi.
Ele é o absoluto – Kevalah. O não limitado por atributos - Nirgunah.”

O que criou este universo maravilhoso, com tantos Gunas(qualidades), é Nirguna! Ele não tem nenhum atributo. Na terceira fase o aspirante percebe que a meta da vida é perceber Deus que está dentro de si mesmo. Só então ele achará verdadeira alegria e realização na vida.

Vashi de Eko Sarvabhoothantharaathma
Ekam roopam bahudha yah karothi
Thamaathmastham enupashyanthi dheerah
Theshaam sukham shashvatham nethareshaam (Sânscrito)

“Há só um Atma que está em tudo e que também está dentro cada um.
Só os heróis que perceberem o Atma dentro de si mesmos
Desfrutarão a felicidade eterna e não o outros!”

Como a pessoa pode fazer isto? No Kathopanishad Yamadeva, o deus de morte revelou esse segredo a Nachiketha. Todos vocês sabem a bonita estória de Nachiketa.
Yama diz:

Paraanchi khaani vyathrunath Swayambhooh
Paraan pashyathi naantharaathman
Dheerah de Kaschith Prathyagaathmaanamaikshath Aavruttha chakshuh amruthathvamicchan (Sânscrito)

“Deus Swayambhoo, o auto criado, criou a mente e os sentidos dos homens e mulheres de um modo que eles se voltam para o mundo externo; mas um dheera, um herói que pretende atingir a imortalidade, vira a sua mente no sentido do seu interior e lá O encontra, à sua espera”
Essa é a terceira fase.

Quarta Fase: a Percepção de Deus
O divino despertar é a percepção de Deus!
Na quarta fase, depois de perceber Deus, o vidente exulta:

Vedaahametham Purusham Mahaantham
Adithyavarnam thamasasthu paare
Tameva vidhithvaathi mruthyumaithi
Nanya panthaah vidhyathe ayanaaya (Sânscrito)

Uma efusão extática! O Sábio Védico declara, “E
Eu conheci o grande Purusha;
Eu conheci Deus;
Eu percebi Deus, que é a encarnação de todo o brilho e fulgor,
Que está além de toda a escuridão.
Só se pode conquistar a morte conhecendo-O e não há nenhum outro meio.”

Essa é a fase da unidade; essa é a experiência maior que qualquer humano pode atingir. Estas são as quatro fases do pensamento e filosofia Védicos que levam em consideração as diferentes fases de evolução dos diferentes seres humanos e os guiam com idéias e meios para o avanço de suas consciências.

Provendo para Todas as Fases de Evolução Espiritual
Uma vez, quando Swami direcionou uma reunião de intelectuais e cientistas em Bombay, depois do Seu retorno da África, nos anos sessenta, um cientista Lhe perguntou, “Swami, as pessoas que pertencem a outras religiões adoram só um Deus enquanto que nós, na Índia, adoramos muitos deuses e deusas. Por que é assim?” Swami deu uma resposta muito bonita; Ele respondeu,” Suponha você vai a uma loja de artigos de vestuário para comprar uma camisa e o vendedor lhe fala que lá só tem camisas de um único tamanho e você sabe que esse tamanho não serve para você. Você ficará satisfeito? Aqui na Índia nós temos um Super Bazar! Nós temos camisas de todos os tamanhos e cores!” Assim, os Vedas, como os ensinamentos de Swami, provêem as necessidades de todos os homens e mulheres, em todas as fases de evolução espiritual.
Geralmente é uma tendência humana ver multiplicidade de deuses.
Por exemplo, Bhaktha Ramdasof Bhadrachalam canta:
“Nanu brovamani cheppave, thalli de Seethamma!” (Telugu), como se Sita fosse diferente de Rama! “Oh Mãe Sita, por favor recomende meu caso a Sri Rama de forma que Ele despeje as Suas bênçãos sobre mim!” - Essa é a oração do devoto. Ele também A chama por muitos nomes.
Olhando para o Shasranaamam(mil nomes) em louvor de uma única Deidade, pode se desejar saber por que deveria haver tantos nomes para uma Deidade! Aqui é Bhaktha Ramadas cantando, “Nanu brovamani cheppu Naarishironmani Janakuni koothura Jananee Janakamma!” ‘A jóia da coroa entre as mulheres ', Filha de ‘de Janaka ' e ‘Mãe Janaki ' estes são alguns dos nomes com que o devoto se dirige ao cônjuge divino de Sri Rama! Precisa alguma maturidade espiritual por parte da pessoa para perceber que há só um Deus que assume muitas formas para agradar aos Seus devotos de acordo com a preferência deles. Por exemplo, um devoto vai para Sri Balaji Venkatramana e reza para ele atender aos seus desejos. Se ele não alcançar o resultado desejado, ele irá para Shirdi e rezará a Sai Baba. Se Sai Baba também não responder, o devoto virá a Puttaparthi. Leva algum tempo até ele perceber que todos os três são um único e mesmo Deus.
É um erro de nossa parte pensar que havia um tempo quando todas as pessoas eram as politeístas e havia um tempo quando todas as pessoas eram monoteístas. Também nunca houve um tempo quando todas as pessoas no mundo aspiravam à realização espiritual. Este mundo é como uma escola onde há estudantes em todas as doze classes de ensino, desde a alfabetização até o doutorado. A toda hora haverá homens e mulheres que estão em várias fases de crescimento espiritual.

Fé genuína e devoção é o único modo de se alcançar a meta
A próxima pergunta é, “Como nós alcançamos a meta?” A resposta dos Upanishads, que contém a essência do Vedas, é muito simples e direta. A pessoa atinge a meta cultivando fé e devoção. No Shwethashwara Upanishad, depois de ensinar todas as verdades mais altas, o Guru fala para o discípulo:
Yasya Deve paraabakthih yatha deve thathaa Gurau
Thasyaithe kathithah arthaah prakaashanthe mahaathmanah. (Sânscrito)
“Todas as elevadas verdades dos Vedas só fulguram e iluminam àquelas grandes almas que tem devoção incondicional a Deus e ao Guru.”
É assim! Não há nenhum outro modo.
Swami revela o mesmo, no Seu estilo inimitável:

Bahula vidhyalanni paakashaastrambolu
Vontakambolu okkate de Bhakthi.
Vontakamu veedi paakashaastramadela
Vinudu veerasuthuda de Bharatheeya (Telugu)
Rabindranath Tagore

“Todos os tipos de aprendizado são como livros de receitas culinárias. O real ato de cozinhar é como Bhakthi ou devoção. Qual é a utilidade de livros de receitas se a pessoa não cozinha nada?”
Devoção é o único modo; é isso que os Vedas dizem; é isso que Swami também diz.
Mas a devoção não é nenhum sentimentalismo; é um modo de vida!
Rabindranath Tagore canta ao seu Deus:
“Eu manterei meu corpo puro enquanto souber que Seu toque vital está em todos os meus membros! Eu afugentarei todo o mal de meu coração e manterei o meu amor em flor, enquanto souber que Você reside no santuário íntimo de meu coração! Eu me esforçarei para expressa-Lo em todas as minhas ações, enquanto souber que é o Seu poder que me faz agir!”
Assim, devoção é um modo de vida! Devoção não é um traje a ser usado em algumas ocasiões. É por isso que Swami nos diz que sejamos devotos de tempo integral e não devotos de meio período.

Essência dos Vedas em Cinco Orações
Com finalidades praticas os ensinamentos e a essência dos Vedas que também são a essência dos ensinamentos de Sai Baba, podem ser colocadas em só cinco orações. Eu concluirei este meu discurso com essas cinco orações. Estas cinco orações - O Panchavaakyas - são bonitas, profundas e fáceis de lembrar e praticar.

Olhe Atrás…
A primeira é, ‘Olhe para trás; agradeça a Deus! ' O que significa? Se você olhar o que já passou na sua vida, você pode achar muitas situações em que Swami veio salvar você de tempos difíceis, ajudou, apoiou e salvou. Contemple essas situações e desenvolva gratidão para com Swami. Isso é o que se quer dizer por “Olhe para trás e agradeça a Swami”

Olhe à frente…
A segunda oração é, ‘Olhe para frente; confie em Swami! ' Por que você se preocupa com o seu futuro? Por que você está ansioso? Aquele que o conduziu pela mão até hoje não o deixará agora! Definitivamente Ele não o abandonará. Ontem nós ouvimos as histórias maravilhosas de como Swami resgatou Smt. Sahukar Janaki e Smt. Anjali Devi em tempos difíceis. Se você tiver fé, você tem tudo! Swami nos assegura, “eu estou esperando para ajudar você a toda hora, em todos os lugares. Só se você assim escolher, eu o conduzirei pela mão em todos os momentos de sua vida. Eu atenderei a todas as suas necessidades materiais, todas as suas necessidades espirituais, e todas as necessidades dos seus deveres!”
Que mais quer você? Então, ‘Olhe para frente e confie em Deus!'

Olhar ao redor…
A terceira oração é, ‘Olhe ao seu redor; sirva a Deus! ' Esses que você vê ao seu redor realmente não são outros; eles são seu próprio Swami. Todos os seres que vivem no universo são seu próprio Swami. “Vaasudevah sarvamidham sa Maahaatma sudhurlabhah”, diz o Senhor Krishna no Bhagavad-Geeta-‘tudo isso é o próprio Vaasudeva! ' Portanto ‘Olhe ao seu redor; sirva a Deus!”

Olhar Dentro
O quarto ensinamento é, ‘Olhe para dentro; veja Deus! ' Deus está dentro de você. Empreenda práticas espirituais que o ajudarão a virar sua mente para dentro. Então, você O achará como o residente eterno do seu próprio coração.

Olhe Através
Finalmente, ‘Olhe através; seja Deus! ' Olhe através do véu de Maya; olhe além do véu da multiplicidade; eleve-se acima da consciência corporal. E lá você saberá que só existe um Único e nenhum outro-‘Ekameva Adhvitheeyam Brahma '!

Brahmaiva idham amrutham purasthaath
Brahma paschaath Brahma dhakshinathahuttharena
Adhashcha urdhvamcha prashrutham
Brahmaiva idham vishvamidham varistam (Sânscrito)

“À sua frente há Deus, que é imortal;
atrás de você há Deus;
ao seu lado direito há Deus;
no seu lado esquerdo há Deus;
dentro de você há Deus.
Tudo neste universo é o próprio Deus!”
‘Vishvam Vishnuswaroopam. '
Com a divina permissão de Swami, eu concluo este discurso que reúne estas cinco orações.
Estas orações formam a quintessência dos Vedas e dos ensinamentos de Sai:

“Olhe para trás; agradeça a Deus!
Olhe à frente; confie em Deus!
Olhe ao redor; sirva a Deus!
Olhe para dentro; encontre Deus!
Olhe através; seja Deus!”

Om Sai Ram!







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Monte Alegre do Sul - SP

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