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  Arte
Azulejo


Introdução

O termo azulejo designa uma peça de cerâmica de pouca espessura, geralmente, quadrada, em que uma das faces é vidrada, resultado da queima de uma substância à base de esmalte que se torna impermeável e brilhante. Esta face pode ser monocromática ou policromática, lisa ou em relevo. O azulejo é geralmente usado em grande número como elemento associado à arquitetura em revestimento de superfícies interiores ou exteriores ou como elemento decorativo isolado.

Os temas oscilam entre os relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosa e uma extensa gama de elementos decorativos (geométricos, vegetalistas, etc.) aplicados a paredes, pavimentos e tetos de palácios, jardins, edifícios religiosos (igrejas, conventos), de habitação e públicos.

Com diferentes características entre si, este material tornou-se um elemento de construção divulgado em diferentes países. Este material convencional é usado pelo seu baixo custo, pelas suas fortes possibilidades de qualificar esteticamente um edifício de modo prático. Atualmente, a procura por azulejos tem se dado menos por seu valor decorativo e mais por suas características impermeabilizantes, sendo muito utilizado em cozinhas, banheiros e demais áreas hidráulicas.


Origens e expansão

A palavra em si, azulejo, tem origem no árabe azzelij (ou al zuleycha, al zuléija, al zulaiju, al zulaco) que significa pequena pedra polida e era usada para designar o mosaico bizantino. É comum, no entanto, relacionar-se o termo com a palavra azul (termo persa: lazhward, lápis-lazúli) dado grande parte da produção portuguesa de azulejo se caracterizar pelo emprego majoritário desta cor.

A utilização do azulejo pode-se observar já na antiguidade, no período do Antigo Egito e na região da Mesopotâmia, alastrando-se por um amplo território com a expansão islâmica pelo norte de África e Europa (zona do Mediterrâneo), penetrando na Península Ibérica no século XIV por mãos mouras que levam consigo a origem do termo atual. O oriente islâmico impulsiona qualitativamente a produção de revestimentos parietais pelo contato com a porcelana chinesa que, pela rota da seda, surge em vários centros artísticos do Oriente Médio. Durante a permanência islâmica na Península Ibérica a produção do azulejo cria bases próprias na Espanha através de artesãos muçulmanos e desenvolve-se a técnica mudéjar entre o século XII e meados do século XVI em oficinas de Málaga, Valência (Manises, Paterna) e Talavera de la Reina, sendo o maior centro o de Sevilha (Triana). Na virada do século XV para o século XVI o azulejo atinge Portugal, um país já com uma longa experiência em produção de cerâmica. Inicialmente importado de Espanha o azulejo é, mais tarde, utilizado como resultado de manufatura própria, não só no território português, mas também em parte do antigo império de onde absorve simultaneamente uma grande influência (Brasil, África, Índia).

Com as suas respectivas variantes estéticas o azulejo vai ser utilizado em outros países europeus como os Países Baixos, a Itália e mesmo a Inglaterra, mas em nenhum outro acaba por assumir a posição de destaque no universo artístico nacional, a abrangência de aplicação e a quantidade de produção atingidas em Portugal.


Técnica de pintura - Negativo

Uma das técnicas de pintura de azulejos utilizada pelos ceramistas denomina-se negativo. Trata-se de uma técnica primitiva do Peru. Consiste em proteger pequenas áreas com material argiloso líquido, criando uma seqüência de desenhos. Finalizada esta etapa, as pequenas placas são dispostas em um tambor preparado com uma malha metálica e uma abertura frontal. Esta abertura permite a introdução de folhas de jornal. A queima deste material produz uma fumaça que cria o efeito carbonizado sobre as peças, exceto sobre as áreas protegidas com a substância argilosa. Desta forma, as peças ao serem limpas revelam a cor da argila e os desenhos.


Termos relacionados

Tacelo: pequena peça de uma só cor utilizada, p. ex., como elemento em composições de alicatado.
Biscoito (ou chacota): denominação para a peça de azulejo que ainda só foi queimada uma vez, ou seja, antes de ser vidrada.
Trempe: pequeno tripé de suporte que permite a otimização do espaço dentro do forno pela possibilidade que oferece de empilhar azulejos.
Tardoz: lado do azulejo oposto ao vidrado que se aplica diretamente no suporte de destino.
Barbotina: argila em estado líquido.
Engobe: mistura de argila, corante e água para pintura de peças.
Vidrado: composto de minerais para revestimento após segunda queima.
Esteca: ferramenta para desbaste da argila, possibilitando a criação de relevos.

Nota: Texto produzido e adaptado por Celda Gaia – Ceramista e associada da ARN.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.







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